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Rodrigo Mattos: 'Vasco busca proteção contra efeito Textor'

As negociações entre Vasco e Marco Lamacchia para venda da SAF estão centradas na execução da recuperação judicial e da empresa. O objetivo da diretoria vascaína é garantir uma proteção para o pagamento de dívidas e evitar o risco do 'efeito Textor'.

Explica-se: o acionista majoritário do Botafogo provocou a explosão da dívida da SAF mesmo tendo assumido o compromisso de quitar o endividamento anterior do associativo. Não se sabe o valor das pendências alvinegras, mas são bem superiores ao débito anterior. No próprio Vasco, a 777 "entregou " um clube com débitos de transferências.

Na mesa, Vasco e Lamacchia discutem, por exemplo, como serão as garantias dadas para pagamento da recuperação judicial. Poderiam ser dadas por uma empresa ou pelo próprio executivo como pessoa física.

Há outros pontos sendo discutidos sobre a execução da RJ como a aceleração do pagamento de dívidas, que pode ser feito com vendas de jogadores ou com aportes.

O Vasco começou a pagar uma pequena parte de suas dívidas na recuperação judicial.

A resolução dessas questões é importante para chegar a uma assinatura de um MOU (Memorando de Entendimento), que tornaria a negociação exclusiva. As partes já conversaram sobre o documento, mas ainda não avançou para uma assinatura.

Além da RJ, há debates também sobre o aspecto esportivo/competitivo, isto é, qual seriam as metas do time de futebol da SAF. E uma terceira área é a de investimento, no CT, que está previsto.

Não há ainda uma avaliação de qual seria o valor de compra do Vasco. Entende-se que, anteriormente, será necessário esgotar os outros pontos.

Também não se discutiu mais a fundo as soluções para a questão do regulamento de Fair Play da CBF, que veta participação de parentes até segundo grau em dois clubes da mesma divisão. Em tese, isso poderia bloquear a compra da SAF por Lamacchia porque ele é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Essa discussão vai se desenrolar com a CBF no futuro. Tanto Lamacchia quanto a confederação já sinalizaram ter intenção de debater o tema antes da concretização do negócio.

Pelo regulamento, a CBF só analisaria de fato a venda da SAF após sua concretização. E aí poderia apresentar um remédio se houvesse descumprimento às regras.

Fonte: Coluna Rodrigo Mattos - UOL