Como Renato Gaúcho mudou a postura do Vasco em uma semana
Uma semana depois, o novo técnico levou a equipe à vitória sobre o Palmeiras, de virada, resultado que simboliza como o ambiente no clube foi despressurizado desde a sua chegada.
Na diretoria, é consenso que a qualidade de Diniz e o legado tático é inquestionável. Da mesma forma, a cúpula do Vasco reconhece que o antigo treinador "estressou" a relação com o elenco.
É aí que entra Renato. Com a já conhecida capacidade de gerir grupos. Com foco na parte física e nos ajustes defensivos ao lado de seu auxiliar, Alexandre Mendes, a semana flui sem a mesma pressão.
Exigência além da conta
Era comum relatos no dia a dia de que Diniz sempre exigia mais dos atletas, mesmo quando eles já estavam entregando além do que a sua média. Na avaliação interna, a corda era esticada demais.
Sem os mesmos parâmetros de treinamento, Renato reduziu a carga e afrouxou a corda. Segundo dirigentes do Vasco, causou até desconfiança pelo nível do trabalho. Mas focou no que o grupo precisava.
A retomada de confiança veio com a identificação de novas lideranças e a blindagem do grupo. O Vasco entende que o perfil do elenco ainda é de jogadores novos no clube e até no futebol brasileiro.
Por isso, mais do que cobrar, era necessário também saber acolher. E por mais que Fernando Diniz repetisse que também fazia esse outro lado, o clube via nos atletas sinais de desgaste.
A falta de resultados influenciou na falta de confiança, segundo análise interna. E na hora de escolher um sucessor, Renato perdeu em outros quesitos, mas ganhou na gestão do vestiário.
O que em outros momentos foi apontado como um demérito, o jeito boleiro pareceu ao Vasco que era o remédio na dose certa para este momento. E o resultado contra o Palmeiras corrobora essa tese.
O presidente Pedrinho, reconhecidamente alinhado às ideias de Fernando Diniz, torceu o nariz nas primeiras impressões sobre Renato, mas confiou que a simplicidade poderia ser a melhor solução.
Em campo, o técnico ignorou improvisações, "fechou a casinha" e escalou um time mais compacto na estreia diante do Palmeiras. A receita é repetida se outros trabalhos forem levados em conta.
Mas pro Vasco, o resultado importava mais do que a forma. E para o clube, era isso que faltava para os jogadores possam retomar a confiança e demonstrar a qualidade que possuem. Nem mais, nem menos.
Rodando o apito nas mãos, Renato Gaúcho causou uma certa apreensão nos primeiros treinos no Vasco. A diferença em relação ao trabalho de Fernando Diniz de cara saltou aos olhos no CT.
Fonte: Agência O Globo- SuperVasco