Futebol

OMV: Por que o Conselho pode travar a SAF do Vasco

O processo de venda da Vasco SAF para o investidor Marcos Lamacchia precisará passar pelo crivo político do clube antes de ser anunciado de forma oficial. O estatuto da instituição prevê que qualquer mudança no controle acionário do futebol, seja ela de 70%, 80% ou 90% das ações, precisa receber pareceres prévios e ser submetida diretamente à votação dos conselheiros.

Quórum qualificado e análise de integridade

Para que o negócio ganhe validade regulamentar, a proposta precisa receber o voto favorável de dois terços do Conselho Deliberativo. A regra exige que uma investigação detalhada sobre a integridade e a saúde financeira do comprador seja realizada, derrubando a tese de que o clube já teria autorização automática para vender o controle por conta de votações antigas ocorridas em São Januário.

A pressa da gestão em finalizar as minutas do contrato esbarra justamente na necessidade de cumprir o rito burocrático sem pular etapas. Caso a assinatura do acordo com o empresário aconteça sem a participação dos conselheiros, o negócio correrá o risco iminente de ser paralisado por meio de processos de judicialização movidos por grupos de oposição.

Votação de sócios e segurança jurídica

Para evitar que picuinhas políticas engavetem o dinheiro da Janela de Transferências, a diretoria administrativa pode acionar uma rota de escape legal. Se os conselheiros rejeitarem o projeto por três vezes, o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, poderá convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para levar a decisão aos sócios.

Nesse cenário de assembleia aberta aos associados, o quórum de aprovação cai para maioria simples dos presentes na votação. Essa alternativa garante que a palavra final sobre o futuro da Vasco SAF pertença aos sócios, blindando a transição societária contra bloqueios internos de opositores e garantindo estabilidade para o futebol na temporada de 2026.

Fonte: O Meu Vascão