Bernardo: "Não volto para o Cruzeiro de jeito nenhum"
Quando o Vasco celebrar o décimo-terceiro aniversário do seu título da Libertadores, em 26 de agosto, a campanha pelo bicampeonato já terá passado por etapas decisivas bem antes da estreia, prevista para fevereiro do ano que vem. Com a maior parte dos direitos em poder de empresários e uma proposta do futebol italiano, o zagueiro Dedé é o primeiro que pode sair pela janela de transferências internacionais, que se abrirá em 20 de junho. Dos principais contratos que o clube tem a renovar, os de Éder Luís, Eduardo Costa e Fellipe Bastos terminam no fim do mês. Vinculado ao Vasco até 31 dezembro, Bernardo já fez a primeira exigência:
\"Não volto para o Cruzeiro de jeito nenhum \" disse o atacante, que encontrou a estabilidade em São Januário depois de acumular problemas disciplinares por onde passou.
Torcida pede por dirigente
No Vasco, Éder Luís encontrou a glória. Após despontar no Atlético-MG e ser negociado ao Benfica, foi do lado de cá da união Brasil-Portugal que o atacante, enfim, teve seu grande momento. A continuidade agora é o maior desafio. Éder e Fellipe Bastos são vinculados ao Benfica, enquanto Eduardo Costa tem contrato com o Monaco.
\" Já estamos conversando. Eduardo Costa e Fellipe Bastos são situações quase prontas. Já o Éder falta alguma coisa junto ao Benfica. Mas a nossa ida para a Libertadores ajuda também \" disse o diretor-executivo Rodrigo Caetano, que tem proposta da patrocinadora do Fluminense para ganhar mais do que o dobro dos cerca de R$ 100 mil que recebe no Vasco. \" Não estaria negociando com outro clube num momento como este. Em determinado momento, talvez eu possa me dar o direito de pensar em minha questão individual. Há uma diferença entre sondagem e negociação. Se as coisas acontecerem como imagino, a tendência é continuar.
Na chegada ao Rio, o dirigente foi mais festejado do que nos seus tempos de jogador de Grêmio e Sport. Cercado pela torcida, que gritava \"Fica, Rodrigo\", procurou ver o lado positivo da sua valorização. Antes de cuidar da carreira, sabe que é pago para planejar todo o futebol vascaíno.
\" A Libertadores ajuda o Vasco a prospectar jogadores e elevar receitas. É momento para gerar receita, aumentar o quadro social \" disse, antes de lembrar de sua passagem pelo Grêmio, quando foi vice-campeão continental. \" Ao chegar à Libertadores, o clube entendeu que era hora de dar três passos e não um.
Depois da evolução gradual na passagem pela Segunda Divisão, o Vasco anuncia o seu salto de qualidade, embalado por uma força que estava represada nos últimos anos. De tanto pular, do alto de sua conquista, o torcedor já vê o que está encoberto para os rivais. A Libertadores-2012 já é o presente em São Januário.
- SuperVasco