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'Renato tem conseguido melhoras na autoestima e aos poucos...'

Ha duas semanas, dizia que Renato Gaúcho precisaria de de mais tempo e um ou dois reforços para fazer o Vasco sonhar um pouco mais alto. O time havia empatado com o Cruzeiro, em BH, por 3 a 3, e a frustração era evidente após o terceiro gol do clube mineiro, tirando dois pontos do Vasco já nos acréscimos. Não errei, e o alerta se repete no 1 a 1 com o Coritiba, no Couto Pereira - amargo bem parecido. Desta vez o Vasco não tinha um jogador a menos, é verdade. A sensação, porém, é a mesma: time ganhou competitividade com Renato, mas tem dificuldades para controlar o adversário e “matar o jogo” antes da “última bola”. Ainda mais precisando alternar a formação. O Vasco fará mais oito jogos nos próximos 28 dias, fechando abril com nove em 30 - um a cada 3,3 dias. Serão três competições de características distintas, com necessidade de estratégias igualmente distintas para o avanço nas fases. O time não tem o seu “super-herói”, joga escorado numa plataforma conservadora e o trabalho do técnico ainda não tem 30 dias. Ou seja: o saldo até aqui (11 pontos em 15 disputados) é excelente. Poderia estar melhor? Claro que sim - o próprio treinador fez escolhas que se mostraram erradas. Mas faz parte. Renato tem conseguido melhoras na autoestima e aos poucos vai dando oportunidades a jovens formados pelo Vasco. E isso é coisa de quem conhece o DNA do clube e sabe o quanto é importante para a gestão de todo ecossistema - do processo de formação à obtenção de receitas, passando, é claro, pelo retorno técnico. O futebol é um jogo de encaixes - dentro e fora de campo. E Renato parece ser mesmo a peça que faltava. Vejamos… 

Fonte: X do jornalista Gilmar Ferreira - EXTRA