Hugo Moura destaca importância do elenco nos momentos difíceis
O gol de empate do Vasco contra o Flamengo, que concretizou o 2 a 2 no placar no Maracanã, foi o gol da resiliência. E não teria outro jogador no elenco vascaíno que pudesse representar tanto a palavra "resiliência" como Hugo Moura, que já passou por altos e baixos em São Januário. O gol parecia estar desenhado para o volante, que tinha a lei do ex ao seu favor no clássico contra o clube que o revelou.
Hugo Moura teve um início de trajetória conturbado no Vasco em 2024, como com a expulsão contra o Athletico-PR logo em um dos seus primeiros jogos. Com o tempo, o volante se firmou como titular e foi um dos melhores jogadores da temporada, como chave do time de Rafael Paiva. Em 2025, oscilou e voltou a ser criticado. Com Renato, voltou a ser bem utilizado e viveu o auge das emoções de 2026 no clássico contra o Flamengo, ao fazer o gol do empate no fim dos acréscimos.
— A gente sabe que fazer gol é sempre muito especial, ainda mais quando estamos atrás no placar contra uma grande equipe como a do Flamengo, não podemos negar isso. Quando entrei, estava 2 a 0, a gente fez 2 a 1 e fiz o gol do empate no último minuto. Emoção muito grande. Já errei muito aqui, já fui vaiado, exaltado e aplaudido. Hoje eu saio aplaudido. Então, é continuar trabalhando para não deixar a peteca cair. A gente sabe como o futebol é dinâmico.
E com Hugo Moura não teve essa de não comemorar o gol contra o ex-clube. O volante marcou, puxou e beijou a Cruz de Malta na camisa e vibrou nos braços da torcida do Setor Sul do Maracanã no gol de empate. Em entrevista na zona mista, o jogador mostrou respeito ao rival que o revelou, mas fez questão de ressaltar a importância do Vasco em sua carreira. Ele também destacou a importância do elenco nos momentos difíceis.
— Todo mundo sabe que eu vim do Flamengo. Não estou mentindo para ninguém. Fica feio eu vir aqui e exagerar o clube. Não é meu perfil. Mas foi o Vasco que abriu as portas para mim. Foi o Vasco que me buscou no Athletico-PR. Vivi muitas alegrias aqui, mas também vivi momentos de chegar em casa e chorar. De perguntar para a minha esposa o que faríamos — disse Hugo, que completou.
— O grupo todo me abraçou no momento ruim. Nesse momento de felicidade, tenho que exaltar o clube, essa camisa, essa torcida, que nas vezes que já vacilei, me vaiou, mas hoje está me aplaudindo. Futebol é assim. Hoje estão me aplaudindo, mas se amanhã eu não trabalhar direito e as coisas não acontecerem, o jogo pode virar. Então, tenho que estar focado jogo após jogo. Ainda mais nessa loucura, um jogo a cada três dias, é seguir trabalhando para que saiam mais gols.
E os relatos que o ge tem acesso são de um Hugo Moura muito querido pelo elenco, que circula em todos os grupos de amizade, seja com os gringos, os mais experientes ou os mais novos. E assim confirmou Renato Gaúcho, que citou na entrevista coletiva que Hugo Moura é o xodó do elenco do Vasco.
— O Hugo é o xodó do grupo. Tem jogado bastante comigo. O momento da equipe quando chego aqui não era muito bom, alguns jogadores estavam sendo vaiados. Importante é que ele nunca deixou de trabalhar. Tem minha confiança e dos companheiros. Hoje foi importante para ele ter novamente a confiança do nosso torcedor fez um gol importantíssimo. Isso é bom para ele — disse o técnico, que completou:
— Dá confiança não só do torcedor, mas para ele mesmo. Quando o jogador está sendo criticado jamais vou deixar de lado. Costumo conversar bastante e apoiar. No momento que ele entrou, sempre que entra procura se entregar. Fez um gol bonito. É um jogador da bola aérea defensiva e ofensiva. Foi uma partida muito boa.
O volante detalhou o lance do gol na zona mista. Hugo disse que viu que Thiago Mendes não conseguiria mais preencher a área do Flamengo porque já estava muito desgastado com o cansaço. Então, o jogador tomou liberdade para atacar e teve qualidade no cabeceio para empatar a partida.
— O professor pede para que um volante sempre ataque a área. Porque a gente vê o jogo de trás, o defensor está preocupado com o atacante, e às vezes surge um espaço. Quando olhei para trás, olhei o Thiago estava cansado. Vi o espaço e falei: "vou ali, vamos ver o que vai acontecer". Graças a Deus deu tudo certo — completou:
— Quando está 2 a 0, podem pensar que pode virar 3 a 0. Mas a gente vai entrar e fazer o que? Tem que arriscar. Vale três pontos. Então hoje fomos para cima e conseguimos. Arriscar, pode ser que tome o gol, ou pode acontecer que nem hoje, que fomos coroados com o empate.
Em boa fase, Hugo Moura segue na disputa de uma vaga no time titular do Vasco. O volante tem a concorrência de Thiago Mendes, Cauan Barros, Tchê Tchê e Rojas no meio de campo. Com Barros suspenso para a próxima rodada do Brasileirão, Hugo pode ser titular no domingo que vem contra o Athletico-PR. Antes, o clube volta a campo na quarta-feira, às 19h, contra o Audax Italiano, no Chile, pela Copa Sul-Americana.
Fonte: ge- SuperVasco