Futebol

Entenda como a SAF será impactada financeiramente em caso de queda

Caso o Vasco seja rebaixado nesta quarta-feira, a SAF terá que conviver com uma situação amarga. E não se trata da vergonha e tristeza de ter que jogar uma Série B novamente, mas de como administrar as finanças, já que a receita do clube diminuirá drasticamente, principalmente por causa da redução do pagamento de direitos de TV.

Os direitos de TV são a maior fatia do bolo nas receitas de um clube. E obviamente, aqueles que jogam a Série A ganham mais do que os da Série B por conta do apelo do campeonato. Não é simples prever valores porque eles são variáveis, mas a queda é extremamente significativa.

No contrato, um clube de Série A recebe cotas pela exibição dos jogos em TV aberta, fechada e também pelo Pay-Per-View (PVV). Já os de Série B recebem ou pela TV aberta ou pelo PPV. Em 2023 esse montante foi de aproximadamente R$ 10 milhões para cada clube, valor muito inferior aos que os clubes de elite recebem.

Além disso, é comum que a quantidade de torcedores acompanhando os jogos diminua, o que reduz a arrecadação com bilheteria e consumo no estádio os dias de jogos. Isso, entretanto, pode ser revertido caso o clube consiga motivar seus torcedores e a depender do desempenho dentro de campo.

Há também a necessidade de adequação da folha salarial. O clube pode ir para a 2ª divisão levando alguns jogadores com salários altos que têm contratos longos. É preciso avaliar se mantê-los no elenco é a melhor estratégia financeira.

E por último, há um valor variável, que são as premiações. Na Série A o valor a ser paga varia de acordo com a colocação na tabela. E por ter sido rebaixado, o clube não participa de competições da Conmebol que também pagam boas premiações e em dólares.

Fonte: O Globo