Cria do Vasco, Rayan deve ganhar espaço na seleção contra a Croácia
A derrota de 2 a 1 para a França no amistoso de quinta-feira, o primeiro da última data Fifa antes da Copa do Mundo de Estados Unidos, Canadá e México, não tirou de Carlo Ancelotti a convicção de que a seleção brasileira pode ser capaz de ir além das quartas de final do torneio. Essa, aliás, foi a colocação do time em quatro das últimas cinco edições: 2006, 2010, 2018 e 2022. A exceção foi a semifinal de 2014, no Brasil. O técnico italiano tem procurado se manter alheio à polêmica sobre a convocação de Neymar, que ainda é dúvida para o jogo entre Santos e Remo na quarta-feira, e se concentrado na missão de estruturar a montagem da equipe. O que não é nada fácil. Os melhores jogadores da seleção estão na reta final das competições na Europa, e o risco de contusão é um fator que ameaça inclusive a presença no Mundial.
A missão então é também encerrar o ciclo de observações, tendo em mente o que se apresenta a cada momento. Como, por exemplo, o recente corte do meia Rodrygo, por lesão no joelho, em paralelo às boas atuações de Endrick e Rayan, que completarão 20 anos no meio de 2026. Os atacantes do Lyon e do Bournemouth, respectivamente, serão testados contra a Croácia, nesta terça-feira, e um deles tem chances reais de estar entre os 26 da Copa.
Somente agora, quase três anos após o início do ciclo de formação de uma seleção para o Mundial que se avizinha, é que as pessoas foram se dar conta da dificuldade que o Brasil terá na competição. As principais seleções europeias estão mais bem formatadas, com jogadores fisicamente mais fortes e taticamente estruturadas. Até as emergentes, como Noruega, Marrocos e a própria Croácia mostram bom nível competitivo.
Ancelotti tem uma boa base já testada na Copa de 2022 e mira agora na definição dos nomes que completam o todo. A partir daí, com sessões de treinos mais intensos, dará forma e ritmo ao conjunto enquanto sua equipe de trabalho o auxilia na montagem das estratégias para as três partidas da primeira fase do Mundial, contra Marrocos, Haiti e Escócia. Esse é o trabalho que tentará mitigar o tempo perdido na gestão de Ednaldo Rodrigues na CBF. Cabe então aos homens da atual gestão da entidade, principalmente os que obedecem ordens de Brasília, fortalecer o trabalho de Ancelotti e acreditar que o ciclo para Copa de 2030 (dividida entre Europa e América do Sul) já começou. Do ciclo para a de 2026, a CBF não soube cuidar.
Fonte: extra.globo
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