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Rojas mostrou que pode se encaixar bem no sistema de Fernando Diniz; análise

Com a vitória por 3 a 0 sobre o Boavista neste domingo, o Vasco ganhou tranquilidade no Campeonato Carioca para pensar prioritariamente no Brasileirão até a fase final do estadual. O clube ainda não está matematicamente garantido na próxima fase, mas respondeu bem após a derrota no clássico da última rodada e encaminhou sua classificação entre as primeiras posições do Grupo A.

A atuação em Bacaxá, com um time misto que só teve Robert Renan, Lucas Piton e Andrés Gómez como titulares, trouxe boas notícias para São Januário. A principal delas foi o desempenho de Johan Rojas, reforço contratado para 2026. O meia foi o melhor em campo, com duas assistências, intensidade e participação direta na criação.

Rojas mostrou que pode se encaixar bem no sistema de Fernando Diniz. Ele buscou tabelas curtas na intermediária ofensiva, acelerou o jogo e tentou triangular o tempo todo — embora muitos companheiros não acompanhassem seu ritmo. Apenas Puma Rodríguez e Andrés Gómez estiveram à altura do meia durante os 90 minutos.

O Vasco abriu o placar após cruzamento de Gómez pela esquerda que encontrou Puma Rodríguez na área. O lateral uruguaio mostrou faro de gol e completou para as redes. O gol deu confiança ao time, que cresceu no segundo tempo. Rojas aumentou o protagonismo e deu uma bela assistência para Puma marcar o segundo, em um chute de rara felicidade.

Já nos minutos finais, Rojas interceptou um chutão do goleiro do Boavista, e Gómez aproveitou a sobra para marcar um belo gol por cobertura, quase do meio de campo. Os dois colombianos e o lateral uruguaio foram os destaques da noite em Bacaxá.

Em um jogo em que o coletivo pouco pôde ser avaliado pela evidente falta de entrosamento, as melhores notícias vieram das atuações individuais do trio estrangeiro. Em contrapartida, Tchê Tchê e GB tiveram desempenhos abaixo da média: o volante perdeu uma chance clara na pequena área e não se encontrou em campo, enquanto o atacante participou pouco e ofereceu pouca presença ofensiva.

Apesar disso, o Vasco criou mais do que na partida contra o Nova Iguaçu, quando também usou uma formação alternativa. Outra notícia positiva foi a atuação de Daniel Fuzato. O goleiro contratado no ano passado fez o seu melhor jogo com a camisa vascaína, depois de não deixar uma boa impressão na última partida contra o Atlético-MG, na derrota por 5 a 0 na última rodada do Brasileirão.

A estratégia de poupar titulares visando a estreia no Brasileirão foi um acerto de Diniz. O Vasco precisa tratar as 38 rodadas como decisões desde o começo — algo que não fez em 2025 e pagou caro, brigando até o fim pelos 45 pontos.

A vitória por 3 a 0 também dá confiança para um elenco que ainda tem limitações, principalmente no banco de reservas. Os volantes e o ataque não estão à altura do time titular, mas isso tende a mudar com as chegadas de Brenner e Hinestroza, que já estão no Rio de Janeiro para assinar com a equipe.

Fato é que GB, Tchê Tchê e David, este que entrou durante a partida, não abraçaram as oportunidades que receberam até aqui no Campeonato Carioca. O Vasco precisa de mais reforços para o ataque e para o sistema defensivo. Já Rojas e Puma foram os que mais aproveitaram a oportunidade, mostrando que serão úteis. O jovem João Victor também deixou boa impressão.

Agora o foco se volta para o Mirassol. Estrear bem no Brasileirão é crucial, ainda mais contra um adversário que complicou grandes equipes em casa no ano passado. Com a classificação no Carioca próxima, Diniz pode continuar usando o estadual como laboratório até a fase final. O elenco precisa de reforços para o banco, mas há espaço para jogadores se provarem.

Fonte: ge