Ministério público questiona decisão da Justiça envolvendo a RJ do Vasco
⚖️O Ministério Público do Rio de Janeiro contestou parte da recente decisão da Justiça sobre a recuperação judicial do Vasco. A 4ª Vara Empresarial havia decidido reduzir o número de Administradores Judiciais e adicionar um novo observador judicial, conhecido como 'gatekeeper'.
A juíza responsável pela decisão argumentou que a nomeação de um profissional independente era necessária devido a discrepâncias entre os relatórios da Administração Judicial e eventos subsequentes, como falhas de governança e a contratação de um financiamento DIP de R$ 40 milhões para manter as operações do clube.
No entanto, o MP questiona essa nova adição, argumentando que a função do gatekeeper é muito semelhante à do Administrador Judicial, o que poderia gerar duplicidade de funções e aumentar os custos em um momento financeiro delicado para as recuperandas. O órgão sugere uma solução alternativa: criar um Comitê de Credores com remuneração menor.
Enquanto isso, o Ministério Público não se opõe à redução dos Administradores Judiciais. Cabe agora ao Juízo decidir se manterá ou não a estrutura adicional proposta.
Com informações do canal Podcast Cruzmaltino e Macca Vasco.
🚨 MINISTÉRIO PÚBLICO QUESTIONA NOVA DECISÃO DA JUSTIÇA NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DO VASCO
Após o despacho da 4ª Vara Empresarial que reduziu o número de Administradores Judiciais de dois para um e determinou a nomeação de um novo observador judicial (“gatekeeper”), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou manifestação contestando parte da decisão.
📌 Qual foi o contexto da decisão da Justiça?
A magistrada entendeu que havia um descompasso entre os relatórios da Administração Judicial, que indicavam regularidade na condução da Recuperação Judicial, e os acontecimentos posteriores, como a notícia de graves falhas de governança e a necessidade de contratação de um financiamento DIP de R$ 40 milhões para garantir a continuidade das operações do CRVG e da Vasco SAF. Diante desse cenário, decidiu nomear um profissional independente para atuar como “gatekeeper”, responsável por analisar criticamente as informações apresentadas pela Administração Judicial e auxiliar diretamente o Juízo na fiscalização do processo.
📌 O que diz o Ministério Público?
O MP afirmou causar estranheza a criação desse novo fiscal. Segundo a Promotoria, a função atribuída ao gatekeeper é muito semelhante à já desempenhada pelo Administrador Judicial, o que poderia gerar sobreposição de atribuições e aumento de despesas dentro da Recuperação Judicial.
Além disso, o Ministério Público destaca que as recuperandas já enfrentam dificuldades para cumprir o Plano de Recuperação Judicial e que os recursos obtidos por meio do recente financiamento DIP praticamente já foram consumidos. Na avaliação do órgão, criar uma nova estrutura de fiscalização elevará ainda mais os custos do processo em um momento de fragilidade financeira.
Como alternativa, o MP sugere a criação de um Comitê de Credores, com remuneração mais modesta para seus integrantes, entendendo que essa seria uma solução menos onerosa e suficiente para reforçar a fiscalização do processo.
⚖️ Importante: o Ministério Público não questiona a redução do número de Administradores Judiciais, mas apenas a nomeação do novo gatekeeper. Caberá agora ao Juízo analisar essa manifestação e decidir se mantém ou não a estrutura adicional de fiscalização criada no despacho.
Ontem (07/08), o jornalista José Américo informou que o MPRJ anexou uma petição no processo sigiloso (nível 1) que afastou a 777 Partners da gestão da SAF vascaína.