Ledio Carmona se manifesta sobre as críticas ao gramado de São Januário
João Martins é um excelente profissional. Trabalha desde sempre com Abel Ferreira. Ótimo e ativo auxiliar, prateleira superior na hierarquia do futebol.
Ontem, porém, pisou na bola. Ele poderia até criticar o gramado de São Januário, mas quando compara o piso a uma plantação de batata só joga mais querosene em forma de preconceito e má vontade contra o gramado e o estádio do Vasco.
Eu ou qualquer um poderia responder dizendo que ele não tem que falar de gramado nenhum porque o do Palmeiras é sintético (ou de plástico, como alguns boçais se referem ao piso do Allianz Parque).
Mas não farei isso. Por que respeito o Palmeiras, o potencial do seu estádio e sou daqueles que entendem que entre um gramado natural ruim e um sintético bom, melhor o artificial.
Plantação de batata é só mais uma ofensa que São Januário, 99 anos de história, recebe e responde com espinha e alicerces erguidos, sua memória e sua gente.
Apertado para 15 milhões de vascaínos, óbvio que precisa de reformas. Esperamos que logo esteja reconstruído, remodelado e vire uma batata de grife para os que sempre tiveram nojinho de pisar ali.
Até porque fica ao lado de uma comunidade e nem todos entendem o que seja uma comunidade. Sempre foi assim. Desde 1927. Uma colina histórica com plantação de batata raiz, motivo de orgulho para os vascaínos. E do ódio visceral de uma elite a cada dia mais caricata.
Renato Portaluppi estreou bem. O Vasco respira. O torcedor sorrri e volta a sonhar. Sempre apaixonado e abraçado a sua plantação de batatas. Que é dele, mas nunca irão entender esse sentimento.
(*) vídeo de @amichelle_silva
Fonte: Instagram do comentarista Ledio Carmona- SuperVasco