Final da Mercosul de 2000 vira motivação para jogadores do Vasco
O que é mais complicado, virar um jogo em que se está perdendo por 3 a 0, no estádio do adversário, até 14 minutos da etapa final e com um jogador expulso, ou marcar três gols no Flamengo amanhã e ganhar a Copa do Brasil?
Teoricamente, aparenta ser mais difícil a primeira situação, cujo protagonista foi o próprio Vasco, na decisão da Copa Mercosul de 2000, contra o Palmeiras. E essa histórica partida, de boas lembranças para a torcida cruzmaltina, serve muito de inspiração para um time que, amanhã, terá de inverter uma desvantagem de dois gols contra o Flamengo para levantar um inédito caneco.
- Vou usar o exemplo desse jogo como motivação - já repetiu diversas vezes o técnico Renato Gaúcho.
Um torcedor menos otimista, porém, pode logo lembrar que aquele time de 2000 tinha, entre outros, jogadores como Romário, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Helton, Euller, Viola... E é pura verdade. Mas o Vasco desceu para o vestiário perdendo de 3 a 0.
O técnico Joel Santana, por exemplo, teve somente 15 minutos para mudar o panorama, enquanto Renato Gaúcho, agora, teve uma semana inteira para corrigir as falhas.
Não pára por aí: aquela decisão foi disputada no Parque Antarctica, e amanhã será no Maracanã, certamente com muito mais vascaínos do que naquela noite em São Paulo.
E o time vascaíno, em vez da obrigação de marcar quatro gols em 45 minutos, terá 90 para fazer três.
- O Vasco virou aquela final porque teve determinação e amor ao uniforme que vestia. Por isso, invertemos um quadro adverso. Nessas horas, o coração vale demais, intimida o adversário. Hoje, a situação do time é melhor para conseguir a virada - disse o goleiro Helton.
Além do camisa 1, o LANCE! ouviu ainda outros jogadores que estavam em campo naquela decisão.
Todos muito confiantes numa virada do Vasco amanhã (veja os depoimentos na íntegra ao lado). E certos de que, para conquistar o título, o time, outra vez, terá de fazer história.
Agora, contra o seu principal rival.
- SuperVasco