Análise: Campo já alertava a goleada sofrida pelo Vasco
O Vasco viajou para Porto Alegre sem seis peças para enfrentar o Internacional pelo Brasileirão. Com os principais desfalques do meio para frente, pode-se afirmar que as ausências pesaram na goleada sofrida por 4 a 1, mas não que foram decisivas para o resultado.
Cumprindo suspensão por terceiro amarelo,Thiago Mendes e Rojas não estavam à disposição, enquanto Spinelli foi liberado pelo nascimento de sua filha e Adson foi poupado por controle de carga. No setor defensivo, o time não contou com Paulo Henrique, tratando entorse no tornozelo direito, e Cuiabano, em transição física após lesão na coxa direita. Todos os seis nomes integram o topo das listas de artilharia e assistências na temporada.
Spinelli e Mendes têm cinco gols cada, empatados com Puma. Andrés Gómez, autor do gol de honra do Vasco no Beira-Rio e único a criar chances de perigo (em jogadas individuais), lidera em passes decisivos (5) empatado com o lateral e seguido por Rojas e Cuiabano (4), e Adson e PH (2). Dessa forma, o time sentiu a ausência de suas referências e quem as substituiu não aproveitou a oportunidade — Nuno Moreira e Brenner, em especial.
O principal problema da noite, contudo, não foram os desfalques, mas algo que já vinha sendo alertado pelo campo e pelo técnico: falhas originadas na falta de atenção. Dos quatro gols sofridos, dois foram de contra-ataques armados após cruzamentos errados (de Puma e Barros), um por erro de passe de Léo Jardim na saída de bola e outro por falha de Tchê Tchê — os dois últimos titulares absolutos do time.
— Você não pode falhar tanto. Você não pode faltar tanta atenção assim numa partida de futebol. Você está dando muita chance para o adversário. É isso que não pode acontecer e é isso que mais cobro. O internacional soube se aproveitar disso. Eu não vou falar dos desfalques do meu time hoje, porque eu sempre falo para vocês que eu tenho um grupo e o jogador precisa aproveitar as oportunidades. Mas é claro que nós tivemos seis jogadores importantes, que também não é desculpa, mas o entrosamento não é o mesmo. E principalmente no momento que eu falo que a gente entra dormindo, o adversário não entrou dormindo não. O adversário entrou para a guerra. Nós entramos para desfilar e nós pagamos pelos nossos próprios erros. — analisou Renato após o jogo.
E como falou o treinador, a questão não é recente. Contra o Paysandu, pela Copa do Brasil, o time abriu 2 a 0 e sofreu o empate após apagão no final do primeiro tempo e início do segundo. Antes, quase se complicou contra o Audax Italiano, na Sul-Americana, por gol contra de Saldívia em erro do goleiro Daniel Fuzato. No Brasileirão, cedeu empates no apagar das luzes para Cruzeiro, Coritiba e Remo, deixando de somar pontos importantes.
Agora, o time tenta juntar os cacos e transformar os erros em aprendizado para se recuperar nos próximos jogos que terá em casa antes da pausa para a Copa do Mundo. Na próxima rodada, no domingo (24), recebe o Bragantino e, na seguinte, o Atlético-MG.
Cruz-maltino teve seis ausências no jogo
O Vasco foi goleado por 4 a 1 pelo Internacional em Porto Alegre, destacando problemas já alertados no campo, mais do que as seis ausências sentidas no time. Desfalques como Thiago Mendes e Spinelli pesaram, mas falhas por falta de atenção foram cruciais, com erros em cruzamentos e saídas de bola. O técnico Renato ressaltou a necessidade de foco e aprendizado para os próximos jogos em casa.
Fonte: Agência O Globo- SuperVasco