Vasco se aproxima de vender 90% da SAF por valor superior a R$ 2 bi

A diretoria vascaína e os representantes de Marcos Lamacchia se reuniram nesta semana para mais uma rodada de negociações da venda da SAF do Vasco. Após longas discussões e análises financeiras, as partes encaminharam um acordo para a venda da SAF por valores superiores a R$ 2 bilhões.

As negociações ainda passam pelo cronograma final de investimentos antes de ser levado aos conselhos do clube para aprovação. Ao mesmo tempo, Marcos trabalha para passar pela agência de fair play financeiro da CBF.

Existe um pré-acordo com compromissos de investimentos mínimos estabelecidos para cada área do clube. Entre elas, transferências de atletas, folha de pagamento, infraestrutura em CT, fluxo de caixa, esportes olímpicos (via lei de incentivo). Mais toda a dívida do clube e da SAF - a princípio, o novo investidor vai seguir o previsto no pagamento da recuperação judicial.

O Vasco ainda não se manifesta sobre o acordo - mas Pedrinho, na CBF esta semana, mostrou confiança em fechar a transação. O clube confia que Lamacchia realize investimentos para além do mínimo obrigatório. O acordo de compra é por 90% da SAF do Vasco.

A parte que cabe à A-CAP, do "espólio" da 777, é de responsabilidade do Vasco e está inclusa no preço de venda da SAF. Mas nenhuma das partes acredita em entraves para o avanço da negociação.

O Vasco não irá se manifestar até a conclusão da negociação e assinatura dos documentos e até passar pelos Conselho Beneméritos, Deliberativo e demais poderes do clube.

RJ: Vasco começa pagamentos

Ao mesmo tempo que avança para a venda da SAF, o Vasco iniciou neste primeiro trimestre pagamento inicial da recuperação judicial. O clube tem previsão de fechar o mês de março com quase R$ 20 milhões em dívidas pagas nos primeiros três meses do ano.

No primeiro trimestre, o Vasco vai completar pagamento de até R$ 8 milhões até o fim do mês de março - apenas de débitos dos credores cíveis e trabalhistas listados na recuperação;

Nesta semana ainda, o Vasco tem previsão de pagar aproximadamente R$ 10 milhões referentes a um dos planos de acordos coletivos que ficaram acumulados na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF;

O Vasco ainda tenta novo acordo entre os planos coletivos na CNRD na CBF, mas ainda não conseguiu aprovação do órgão da CBF.

Do pânico com a 777 ao futuro investidor

Há quase dois anos o clube caminha sem um investidor para a SAF. A direção de Pedrinho entrou com ação na Justiça em que questionava diversos irregularidades de cumprimento do contrato e tirou a 777 antes do colapso global da empresa americana, que entrou em processo de falência em todo o planeta.

Sob o comando dos americanos, havia receio de que o clube poderia sofrer com os problemas de fora, com liquidação de ativos e atraso de salários. O Vasco está em dia com seus compromissos desde a saída de Josh Wander e companhia.

Sem investimento externo, o Vasco teve as duas melhores campanhas do clube na Copa do Brasil desde o título de 2011. No fim do ano passado, a melhoria de caixa com o avanço à final da Copa do Brasil, o aumento em sócio torcedor para a decisão e a bilheteria da competição fizeram o Vasco fechar a temporada com R$ 60 milhões. Contando também com o empréstimo de R$ 80 milhões com a Crefisa.

O filho de Lamacchia fundou em 2011 a Blue Star, uma gestora financeira de fundos de investimento, mas foi diretor da Crefisa por muitos anos e também trabalhou no banco Alfa.

Hoje, vive entre Aspen, no Colorado (EUA), e São Paulo. Ele acompanha de perto as negociações - e as repercussões entre torcedores vascaínos - e colocou parte da estrutura jurídica e financeira de suas empresas para se debruçar sobre os números do negócio.

Hoje, a divisão de ações da SAF vascaína é a seguinte:

Para vender a parte que está em discussão na arbitragem, será necessário um acordo ou uma decisão judicial a favor do Vasco.

Fonte: ge

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