Remo: Colecionador mostra antigos uniformes preservados do Vasco

Um colecionador revisitou uma parte significativa da história do Vasco ao adquirir o que pode ser o uniforme de remo mais antigo do clube, datado de 1929. O conjunto inclui um boné da Turma da Praia, o uniforme nº 1 utilizado em competições principais e a camiseta negra, destinada aos treinamentos.

O próprio Vasco não possui em seu acervo peças tão antigas, com exemplares remontando apenas aos anos 1940. As dimensões e características seguem as especificações da época, com detalhes como a Cruz de Malta e a faixa branca descritos minuciosamente.

Essas peças foram confeccionadas em algodão de alta qualidade, submetidas a processos químicos comuns na década de 1920 para aumentar sua durabilidade. A pesquisa histórica que permitiu a identificação contou com registros fotográficos originais cedidos pelo perfil @memoriavascaina.

Poucas vezes na vida um colecionador tem o privilégio de se tornar guardião de um capítulo da história. Hoje, vivo exatamente esse momento.

Esta relíquia de 1929 passa a fazer parte do meu acervo e representa, até onde se tem conhecimento e comprovação histórica, o uniforme de remo mais antigo do Club de Regatas Vasco da Gama.

O conjunto é composto pelo boné da Turma da Praia (da Sede de Santa Luzia) do capitão da guarnição, pelo uniforme nº 1, utilizado nos páreos principais, e pela camiseta negra (uniforme nº 2), usada nos treinamentos.

A dimensão dessa conquista impressiona: nem o próprio Club de Regatas Vasco da Gama possui atualmente um exemplar de remo tão antigo em seu acervo. O modelo preservado pelo clube é da década de 1940.

Cada detalhe desta camisa conta uma história. Suas medidas seguem rigorosamente as especificações registradas no estatuto da época:

• **Cruz de Malta**: eixo com 6 cm de altura por 1,5 cm de largura, pontas de 3,5 cm e braços de 2 cm;
• **Faixa branca**: 10 cm de largura na horizontal.

Os materiais revelam o esmero da confecção dos anos 1920. O corpo da camisa foi confeccionado em tecido de algodão de alta qualidade, que muito provavelmente passou pelo processo de maceração — tratamento químico com soda cáustica amplamente utilizado na época para conferir maior brilho, resistência e durabilidade à peça. A faixa branca, por sua vez, foi executada em fustão, apresentando o natural amarelamento causado pela ação do tempo.

Nada disso seria possível sem uma pesquisa histórica séria e criteriosa. A identificação desta peça foi realizada com base em fotografias originais do grande remador e posteriormente diretor do remo, Vasco de Carvalho, gentilmente cedidas pelo amigo **Henrique Hübner**, do perfil @memoriavascaina, a quem deixo meu sincero agradecimento por contribuir para preservar a memória vascaína.

Mais do que adquirir uma camisa, recebo a responsabilidade de proteger um patrimônio da nossa história.

Cada uniforme, faixa, documento, revista, jornal, medalha ou flâmula que chega ao meu acervo reforça um compromisso que faço questão de honrar todos os dias.

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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