Carlos Germano exalta o Vasco, aponta desequilíbrio em 20 anos e faz pedido
O ex-goleiro Carlos Germano, campeão da Conmebol Libertadores pelo Vasco em 1998, afirmou que o clube vive um período de desequilíbrio há 20 anos e que a reconstrução exige paciência por parte da torcida. Presente em João Pessoa no último sábado (19), durante evento em uma loja oficial do clube, ele atendeu torcedores, distribuiu autógrafos e comentou sobre o atual momento cruzmaltino.
Sou muito grato ao Vasco. Tenho uma gratidão eterna pelos torcedores e pelo clube. Foram 15 anos de dedicação: cinco na base e 10 no profissional".
— Carlos Germano.
A declaração do ídolo vascaíno acontece enquanto o clube atravessa um longo período de baixa, com mais de uma década sem conquistas expressivas e dificuldades recorrentes dentro e fora de campo. O Vasco ocupa a 16ª colocação na Série A do Brasileiro, com 14 pontos, mesma pontuação do Santos, que abre a zona de rebaixamento. O clube não conquista um título de expressão desde a Copa do Brasil de 2011, e amarga mais de 20 anos sem vencer o Campeonato Brasileiro — o último foi em 2000. A última taça oficial foi a Taça Rio, em 2021.
Para Carlos Germano, a crise do Cruzmaltino é fruto de más gestões e de oportunidades perdidas ao longo dos anos. O ex-goleiro reconhece que é difícil cobrar paciência da torcida diante de tantas frustrações, mas considera esse um passo necessário para que o clube de São Januário volte a brigar por conquistas importantes dentro das quatro linhas.
O Vasco vive um período de total desequilíbrio nos últimos 20 anos. O clube teve oportunidades de se reestruturar, mas não o fez, e agora paga um preço alto por isso. É preciso ter paciência, embora eu saiba o quanto é difícil pedir isso ao torcedor. A gente sofre muito com isso".
— Carlos Germano.
Durante o encontro na capital da Paraíba, Carlos Germano recebeu centenas de torcedores de diferentes gerações. O ídolo, que vestiu a camisa do clube entre 1990 e 1999, conquistou títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro de 1997, a Libertadores de 1998 e quatro estaduais. Entre fotos e camisas autografadas, torcedores aproveitaram a chance de relembrar o auge cruzmaltino nas décadas de 1990 e 2000.
É um prazer imenso recebê-lo aqui. Uma realização para mim e para toda a minha família. Trouxe as camisas do meu pai, da minha mãe e de todos lá de casa para autografar. Todas com dedicatória".
— Carla Trajano, torcedora.
Fonte: ge
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