Análise: Vasco produz mais, mas é eliminado do Carioca
Pela sexta vez nas últimas sete edições de Campeonato Estadual o Fluminense está final da competição. E desta vez a vaga foi obtida com uma boa dose de emoção. O Tricolor não fez um jogo do mesmo nível da maioria daquilo que apresentou em 2026, mas contou com intervenções decisivas de Fábio e Ganso para buscar o empate nos últimos minutos do agitado clássico.
O Vasco mostrou muito ímpeto e agressividade desde os primeiros minutos. Finalizou mais, produziu chances reais com maior frequência, mas falhou quando teve a bola da classificação com Brenner, que perdeu um pênalti já na segunda metade do 2º tempo. Fábio o parou! Ganso, além de ter feito o gol do empate, deu mais capacidade de retenção de bola e criatividade ao time na reta final do duelo.
Escalações
Luis Zubeldia promoveu os retornos de Samuel Xavier, Jemmes, Renê e John Kennedy, poupados no início do jogo contra o Palmeiras. Guga, Ignacio, Guilherme Arana, Savarino e Ganso foram para o banco. Canobbio também voltou ao time. Lucho Acosta foi confirmado. Hércules foi o escolhido para substituir o lesionado Bernal.
O interino Bruno Lazaroni optou pelas saídas de Paulo Henrique, Nuno Moreira e Spinelli da equipe. Puma Rodriguez, David e Brenner ganharam chance de iniciar a partida. Cuesta voltou a ser relacionado depois de duas semanas, mas começou no banco. Saldívia e Robert Renan foram mantidos como dupla de zaga.
O jogo
O início frenético no Maracanã certamente agradou a quem acompanhou o clássico, mas a torcida cruzmaltina sofreu o primeiro susto. O Fluminense conseguiu superar bem uma subida de marcação do Vasco. Jemmes, Samuel Xavier e Hércules envolveram os intensos combates adversários e Canobbio teve campo para arrancar até a área rival e ser derrubado por Cauan Barros.
O problema para o Tricolor foi a cobrança de Renê. Tentou usar a estratégia de caminhar lentamente para a bola, certamente na busca por provocar um movimento prévio de Léo Jardim. O goleiro manteve-se parado e o lateral bateu mal, para fora. O lance aumentou o ânimo do Gigante da Colina, que somou finalizações nos minutos seguintes e alcançou a justa vantagem parcial no placar.
Apesar de nem sempre conseguir ser eficiente nas subidas de marcação, o Vasco insistiu nessa estratégia, e roubou algumas bolas dentro do campo do Fluminense. Forçou ligações diretas do Tricolor e se aproveitou disso na sequência. David, mesmo impreciso nos arremates, gerou volume pelo lado esquerdo do ataque e deu muito trabalho a Samuel Xavier e a Jemmes.
O Fluminense, que também buscava adiantar a marcação e gerava alguns problemas ao Vasco, não mantinha a intensidade dos combates ao ficar dentro do próprio campo, o que era aproveitado pelo Gigante da Colina. O jogo foi marcado por erros de passe e construções ofensivas truncadas, mas o Cruzmaltino era mais frequente e efetivo perto da área rival.
Puma Rodriguez e Lucas Piton foram agudos pelos lados. Thiago Mendes e Cauan Barros agressivos para retomar bolas e dar ritmo na faixa central. Rojas, num cenário mais caótico de partida, não foi tão constante nas aparições, mas esbanjou precisão. Deu três assistências para finalizações. Em uma delas, a rede balançou.
Foi dele a batida de escanteio que encontrou a cabeça de Saldívia. Serna não conseguiu deter o zagueiro vascaíno, Fábio rebateu mal, e Robert Renan marcou o seu primeiro gol como profissional na sequência. O tento chegou a ser anulado por impedimento em campo, mas confirmado após consulta ao VAR.
Vale ressaltar também a importância de Andrés Gómez na origem da jogada. Foi ele que roubou a bola de Renê na saída do Fluminense e finalizou para gerar o escanteio na sequência. O colombiano ainda fez outras duas boas jogadas antes do término da 1ª etapa. O Fluminense pouco conseguiu ter a bola perto da área vascaína. Não houve regularidade nesse aspecto.
A energia das disputas foi mantida na 2ª etapa, assim como a tensão que gerou inúmeros destendimentos entre os jogadores ao longo da partida. Cartões foram distribuídos. Nenhuma das duas equipes conseguia encaixar uma sequência de passes duradoura e o cenário seguia aberto. Serna e Canobbio inverteram os lados. Gómez continuava a criar problemas no setor de Renê.
Lazaroni foi o primeiro a mexer. Lucas Piton, ''amarelado'', saiu para a entrada de Cuiabano. O Tricolor demorou. Só fez trocas depois dos 20 minutos. Renê, em noite trágica, deu lugar a Guilherme Arana. Savarino tambrém entrou. John Kennedy saiu. Serna passou a jogar de centroavante. Canobbio voltou ao flanco direito.
O campo aberto para contra-atacar quase foi aproveitado pelo Vasco logo depois da metade do 2º tempo. David ganhou uma dividida com Samuel Xavier e arrancou até servir Gómez na área. Freytes foi driblado e derrubou o colombiano. Fábio salvou o Fluminense! Acertou o lado da cobrança de pênalti de Brenner e ainda viu a bola tocar na trave.
Guga, Ignácio e Ganso foram utilizados na sequência. Samuel Xavier, Freytes - muito mal - e Hércules deixaram o gramado. O Vasco também mexeu triplamente. Rojas e David, ambos bem, deram lugar a Adson e Nuno Moreira. Spinelli substituiu Brenner.
Apesar de um bom chute de Lucho Acosta da entrada da área, o Vasco voltou a ser mais perigoso e frequente nos arremates. Se beneficiava dos espaços deixados pelo Fluminense. Nuno Moreira cabeceou por cima um cruzamento preciso de Puma Rodriguez, outro que teve boa atuação no Cruzmaltino.
O Tricolor, enfim, conseguiu manter a bola mais tempo dentro da intermediária vascaína depois dos 35 minutos. Ganso e Martinelli articulavam os ataques na primeira linha de meio-campo. A qualidade aumentou. O camisa 10 teve uma falta para cobrar pelo lado esquerdo do ataque e levantou para a cabeçada de Jemmes. A bola explodiu na mão e Cauan Barros e o pênalti foi marcado.
Ganso, com sua habitual categoria, converteu a penalidade ao deslocar Léo Jardim aos 42 minutos e classificou o Fluminense para mais uma final de Campeonato Carioca. Marino Hinestroza ainda entrou no lugar de Cauan Barros, mas o Vasco não teve forças para reagir.
Fonte: Blog do Rodrigo Coutinho - ge
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