Torcida

VPs exonerados foram alvos do protesto da torcida vascaína; foto

Durante um protesto realizado no último domingo (28) em São Januário, a torcida do Vasco demonstrou insatisfação com Felipe Carregal e Sílvio Almeida, ex-vice-presidentes recentemente exonerados. As críticas foram direcionadas aos dois durante o ato. 

A polêmica envolvendo o advogado Felipe Carregal (ex-vice-presidente jurídico do Vasco) e o presidente Pedrinho é o estopim de uma grave crise interna e de uma "guerra de narrativas" na diretoria do clube associativo, que acabou culminando no recente afastamento de Pedrinho da gestão da SAF.

O desentendimento público entre os dois — que antes eram aliados íntimos na condução jurídica e política do clube — gira em torno dos bastidores da venda da Vasco SAF para o empresário Marcos Lamacchia (da Crefisa).

Abaixo estão os pontos centrais que explicam essa polêmica:

A versão de Felipe Carregal: "Escanteado" por fazer alertas jurídicos

Felipe Carregal, que liderou os principais movimentos jurídicos do Vasco contra a 777 Partners desde 2024, revelou publicamente ter sido afastado e pressionado pela gestão de Pedrinho.

O alerta: Segundo Carregal, ele começou a fazer ponderações e questionamentos jurídicos severos sobre o formato do contrato que vinha sendo desenhado para transferir o controle das ações da SAF para Marcos Lamacchia. Ele alegava que os termos deixariam o Vasco associativo (minoritário) sem poder de voz ou proteção contratual adequada.

A pressão: O advogado afirmou que, ao se recusar a mudar seu parecer jurídico, começou a sofrer pressão interna e acabou sendo "escanteado" das reuniões e negociações diretas da venda da SAF.

 A defesa de Lamacchia e o alinhamento com Pedrinho

Por outro lado, o potencial comprador do clube, Marcos Lamacchia, veio a público e rebateu as críticas, escancarando o racha na diretoria:

Relação com Carregal: Lamacchia confirmou que Felipe Carregal esteve em São Paulo várias vezes participando das reuniões e conhecia todo o projeto. No entanto, o empresário acusou a ala jurídica e política que rompeu com Pedrinho de agir com "irresponsabilidade" e de estar usando o judiciário de forma a prejudicar o Vasco.

Apoio Total a Pedrinho: Lamacchia reiterou sua confiança cega em Pedrinho, chamando-o de "honesto" e afirmando que o plano de colocar R$ 500 milhões imediatos (além de assumir mais de R$ 1 bilhão em fluxo de caixa) só segue de pé pelo compromisso direto que tem com o presidente do clube.

O "racha" político e as consequências judiciais

Essa discordância interna enfraqueceu politicamente o grupo de Pedrinho em um momento crucial. A falta de consenso na diretoria associativa e as denúncias de pressões internas serviram de munição jurídica para a 777 Carioca acionar a 4ª Vara Empresarial.

O resultado prático dessa polêmica foi a liminar que culminou no afastamento de Pedrinho da gestão, na exoneração de membros de sua diretoria e na nomeação de uma interventora judicial, travando temporariamente as negociações da venda que Carregal tanto questionava.

Foto: Hospício Colina, no X.
 


 

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎‎‎ㅤ