Vasco vai do 'céu ao inferno' desde a última semifinal contra o Fluminense
Há pouco mais de dois meses, Vasco e Fluminense se enfrentavam pela última vez, pelas semifinais da Copa do Brasil. Um gol marcante de Vegetti na ida, e vitória nos pênaltis na volta marcaram a classificação vascaína à final da competição depois de 14 anos.
Da esperança do título à pressão quase insustentável. Apesar de um período curto, muita coisa mudou no Vasco desde o pênalti convertido por Puma Rodríguez, que eliminou o rival no Maracanã e carimbou a vaga para equipe de Diniz na decisão da Copa do Brasil. O ge traz os capítulos da odisseia vascaína desde o último encontro contra o Fluminense.
As equipes voltam a se enfrentar neste domingo, às 18h, no Nilton Santos, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca.
Perda do título
O fim da temporada do Vasco terminou de forma bastante amarga para o torcedor. Depois de bater o Fluminense nas semifinais, a equipe encarou o Corinthians na decisão, mas acabou com o vice-campeonato. No jogo de ida, a equipe de Fernando Diniz criou mais chances e foi melhor na Neo Química Arena, mas a partida terminou com empate em 0 a 0.
Na volta, a expectativa para voltar a erguer a taça da Copa do Brasil depois de 14 anos era grande, e a torcida lotou o Maracanã. No entanto, terminou de forma frustrante. O Corinthians foi melhor durante boa parte do jogo e venceu por 2 a 1. A derrota também marcou o primeiro vice-campeonato de Fernando Diniz dentro do Maracanã. Antes, ele tinha quatro títulos nas quatro finais que disputou, todas com o Fluminense.
Saídas de artilheiros
A janela de transferências trouxe uma reformulação no elenco vascaíno, principalmente no setor ofensivo. Os dois principais artilheiros do Vasco em 2025 deixaram o clube: Vegetti acertou com o Cerro Porteño, do Paraguai; e Rayan transferiu-se para o Bournemouth, da Inglaterra.
A dupla teve papel fundamental nas semifinais da Copa do Brasil e foi responsável pela virada por 2 a 1 contra o Fluminense, na ida. Rayan marcou o gol de empate, e Vegetti balançou as redes em um gol de cabeça no último lance da partida no Maracanã. Os dois atacantes foram responsáveis por 47 dos 94 gols do Vasco em 2025. Vegetti foi o principal goleador do futebol brasileiro, com 27; e Rayan terminou a temporada com 20 gols.
A saída dos principais goleadores tem impacto direto nos números: a equipe comandada por Fernando Diniz registra o pior ataque entre os 20 clubes da Série A em 2026, com apenas 12 gols em dez jogos até aqui.
Pressão em Diniz
O cenário para Diniz em São Januário mudou completamente nos últimos dois meses. Após a classificação para a final da Copa do Brasil, o panorama era de confiança - apesar da queda vertiginosa e sete derrotas nos últimos oito jogos na reta final do Campeonato Brasileiro.
A perda do título e o início conturbado em 2026, no entanto, aumentaram a pressão externa sob o treinador. Diniz ainda não venceu nenhuma partida na atual edição do Campeonato Brasileiro e foi chamado de "burro" por parte da torcida após os jogos contra Chapecoense e Bahia.
Nos bastidores, o treinador continua prestigiado pelo presidente Pedrinho, que acredita que a tendência é uma melhora no trabalho com a chegada dos reforços e o aprimoramento físico dos novos jogadores.
Reforços
Seis jogadores desembarcaram em São Januário: Johan Rojas, Saldivia, Brenner, Spinelli, Marino Hinestroza e Cuiabano.
Da lista, apenas Brenner já tornou-se titular com frequência com Fernando Diniz neste início de temporada. O atacante foi o escolhido para entrar na vaga de Rayan no ataque e soma um gol nas cinco primeiras partidas pelo Vasco.
Rojas e Hinestroza são frequentemente utilizados no decorrer do segundo tempo. Spinelli foi o último reforço contratado e já fez o seu primeiro gol, em São Januário. Há a expectativa que o trio possa ganhar ainda mais espaço com o decorrer do ano. Cuiabano é o único que ainda não estreou. O lateral está em processo de recondicionamento físico e não deve ser relacionado para o clássico deste domingo.
Rescisão de Coutinho
O último capítulo de um período agitado pegou a diretoria e a torcida de surpresa. Na última quarta-feira, Coutinho pediu para rescindir seu contrato com o Vasco. O jogador afirmou que está muito cansado mentalmente e entendeu que o ciclo no clube havia se encerrado.
Na derrota para o Bahia, o camisa 10 ouviu vaias de parte da torcida, ainda de forma tímida, em São Januário. Diante do Volta Redonda, no último sábado, as reclamações ocorreram de maneira mais uníssona. Ele chorou no vestiário durante o intervalo e não voltou para o banco de reservas. De lá, a decisão já estava tomada.
O planejamento do Vasco e de Coutinho era de que o meia encerrasse a carreira no clube. Havia conversas em andamento para uma renovação até o fim do ano. Sem o camisa 10, a direção entende que uma reposição nesta janela de transferência é uma tarefa complexa e aposta nos reforços contratados para suprir a ausência neste primeiro momento.
Fonte: ge- SuperVasco