Futebol

Vasco tem mantido o padrão de jogo mesmo com algumas mudanças

A entrevista coletiva de Cristovão Borges termina e o técnico levanta-se. Porém, antes que pudesse ir embora, é chamado para responder uma última pergunta. Reticente, ele ri e questiona:

– É mais uma pergunta sobre tática? Está querendo desvendar meu segredo, né? – brincou.

Desvendar não, mas entender a forma como o Vasco vem utilizando suas armas em 2012. Com três vitórias e 100% de aproveitamento, chama a atenção a facilidade encontrada pelo treinador em adaptar as peças que possui à sua disposição, após algumas baixas.

Em 2011, o lado direito com Fagner e Eder Luis foi a principal arma de ataque e origem de gols. A opção continua sendo importante, mas o Vasco parece ter adequado seu jogo à ausência do ponta.

Além dos avanços de Fagner e Thiago Feltri, a troca de passes entre os homens de meio, aliada à movimentação dos atacantes resulta em jogadas com mais liberdade. Nilton e Fellipe Bastos se apresentam mais ao ataque, se comparados a Rômulo e Eduardo Costa, ausências neste início de ano. Felipe ou Juninho aparecem com o passe preciso nos pés dos laterais ou dos atacantes.

– Não só o Fagner, o time todo, quando tem oportunidade, chega mais ao ataque, abre o jogo. Precisamos ter sempre alternativas – comentou Cristovão

Arma: triangulações

Outra forma importante de encontrar espaço vem sendo as triangulações entre os homens de frente cruz-matlinos.

– Buscamos alternativas com as chegadas do Juninho e do Allan fazendo a função do Eder. O importante é ter inteligência.

Fonte: Lancenet!