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Vasco receberá cota de patrocínio da Viton 44 na segunda-feira

Afogado em penhoras e confissões de dívidas, o Vasco tenta se livrar de alguns obstáculos para receber verbas de patrocínio. Enquanto resolve os últimos trâmites burocráticos para renovar as certidões e pôr a mão na segunda parcela da Caixa Econômica Federal, o clube tem boa notícia em meio à crise financeira. Está previsto para a próxima segunda-feira o pagamento do mês de agosto da cota de patrocínio da Viton 44.

- Na segunda-feira vou pagar a penhora e também ao Vasco - disse ao GloboEsporte.com o presidente da empresa de guaraná, Neville Proa.

A ordem judicial de penhora é em nome do escritório de advocacia Gouvêa Vieira, que tem crédito de mais de R$ 1 milhão a receber do clube - em decisão de 2013, referente a serviços advocatícios de 1995, quando o clube conseguiu cancelar cobrança de R$ 34 milhões do fisco ao Vasco. O escritório tinha direito a 3% de honorários pelo êxito na ação. 

O departamento jurídico fez acordos - com o Nova Iguaçu, pela compra de Diogo Silva, por exemplo - e conseguiu retomar a discussão sobre outros pedidos de penhora recentes, o que desbloqueia, por ora, a entrada de algumas verbas - como por exemplo os cerca de R$ 800 mil do contrato com a Viton 44. O esforço é para que, pelo menos, as "mordidas" nas ações de execução sejam menores e tirem apenas de 5% a 10% das receitas do clube.

Atraso

Apesar da crise na economia e do desejo da empresa de guaraná de não investir mais no futebol em 2016 - a Viton 44 avalia rescisões com Fluminense, Vasco e não renovações das parcerias com Flamengo e Maracanã -, a diretoria confia na boa relação com Neville Proa - que pagou em dia ao Vasco em maio, junho e julho. Nos últimos dias, o gerente de marketing do clube Bernardo Pontes levou ao empresário relatório de exposição de mídia.

Como não tem patrocínio master com a Viton 44 - caso diferente do Fluminense, por exemplo -, o Vasco entende que a parceria deve prosseguir normalmente em 2016. A empresa de guaraná e o clube fecharam valor total que gira em torno de R$ 18 milhões - R$ 7 milhões este ano e mais R$ 11 milhões para o ano que vem.

Nos últimos três meses, a diretoria vascaína teve dificuldade em honrar seus compromissos. O mês de julho ainda não está totalmente quitado - os jogadores receberam no dia 20 de agosto, 10 dias após o prazo estabelecido pela diretoria no início do ano, um grupo de funcionários que ganha menos recebeu na semana passada, enquanto o “último degrau”, aguarda o pagamento. Os gastos do departamento de futebol também aumentaram. Está previsto um novo pagamento de salários atrasados para a próxima semana - no dia 15.

Setembro foi o primeiro mês de pagamento da parcela do Profut - a Medida Provisória do futebol aprovada em Brasília e sancionada pela presidente Dilma Roussef -, que aliviou as despesas do clube. A expectativa é de receber em breve a próxima parcela da Caixa Econômica Federal - de mais de R$ 4 milhões. A diretoria faz a prestação de contas junto ao banco estatal e providencia os trâmites burocráticos - que inclui suspender parcelamentos antigos de outras negociações com o governo - para renovar as certidões negativas de débito.

Fonte: ge