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Vasco reage à tentativa da Fla-Flu Serviços S.A.

O Vasco entrou com uma defesa neste sábado (10) para garantir a realização da partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, no Maracanã. A ação foi uma resposta ao mandado de segurança impetrado pela Fla-Flu Serviços S.A., que tenta reverter a decisão judicial que liberou o estádio.

Na petição, o Vasco informou que já foram vendidos 11.446 ingressos até a manhã de sábado, mesmo com apenas duas fases de venda abertas. Além disso, 4.000 ingressos foram repassados ao Boca Juniors para venda à torcida visitante.

A comercialização começou na noite de sexta-feira e novas ondas de vendas foram abertas na manhã seguinte.

O clube argumenta que uma mudança agora traria prejuízos aos torcedores e comprometeria a segurança do evento. O Vasco destacou que a Polícia Militar preferiu o Maracanã e que o Ministério Público recomendou sua utilização.

A defesa também rebateu alegações sobre o uso indevido do plantão judiciário e questionou a aplicação de intervalos entre jogos no estádio.

O pedido do Vasco é para que a liminar solicitada pela concessionária seja negada, mantendo assim a decisão original. O caso ainda aguarda decisão judicial final.

Com informações do canal Podcast Cruzmaltino no X. 

💢 VASCO REAGE À TENTATIVA DE TIRAR A SEMIFINAL DO MARACANÃ!

O Vasco apresentou neste sábado (10/10) sua defesa no mandado de segurança ajuizado pela Fla-Flu Serviços S.A. para tentar derrubar a decisão que determinou a disponibilização do Maracanã para enfrentar o Boca Juniors, em 20 de outubro, às 21h30, pela semifinal da Sul-Americana.

E a petição traz uma informação relevante: a organização do jogo já avançou, inclusive com milhares de ingressos vendidos.

INGRESSOS: OS NÚMEROS INFORMADOS À JUSTIÇA

Segundo o Vasco, até a manhã deste sábado (10/10):

• 11.446 ingressos já haviam sido efetivamente vendidos, mesmo com apenas duas ondas iniciais de comercialização;
• 4.000 ingressos destinados à torcida visitante já haviam sido entregues ao Boca Juniors, que ficará responsável pela comercialização dessa carga.

Atenção à diferença: os 4.000 ingressos entregues ao Boca não foram apresentados como já vendidos. Portanto, não cabe somá-los aos 11.446 e anunciar 15.446 vendas.

A venda começou às 22h de sexta-feira (9/10), inicialmente para associados. Às 9h deste sábado, foram abertas novas ondas, com previsão de acesso do público geral em 12/10. Esses são os números apresentados na petição, com referência à manhã de hoje.

O clube também informa que já comunicou o Maracanã à Conmebol e que a entidade anunciou oficialmente o estádio como sede do confronto.

POR QUE ISSO IMPORTA?

Porque suspender a decisão agora teria consequências para milhares de torcedores, para a distribuição dos setores, para os acessos e para o planejamento de segurança de uma semifinal internacional.

É o que a defesa chama de “perigo de dano inverso”: a medida solicitada pela concessionária poderia provocar prejuízos relevantes justamente ao tentar impedir os efeitos da liberação.

O QUE O VASCO ARGUMENTA?

A defesa sustenta que o plantão judiciário não pode ser utilizado como uma nova oportunidade de reexaminar uma decisão já proferida e que a concessionária dispõe de recurso próprio para contestá-la.

Também rebate a acusação de que a liberação seria “teratológica”, isto é, juridicamente absurda. Para o clube, houve uma decisão fundamentada, que considerou segurança pública, urgência e obrigações de tratamento isonômico.

O Vasco destaca que a Polícia Militar apontou o Maracanã como alternativa preferencial e que o Ministério Público recomendou sua disponibilização. A defesa reconhece a viabilidade do Nilton Santos, mas sustenta que isso não elimina as vantagens operacionais e de segurança do Maracanã.

Sobre o gramado, o clube questiona a aplicação uniforme do intervalo de 72 horas entre partidas: a petição aponta jogos de Flamengo e Fluminense previstos para 26 e 28 de outubro, separados por apenas dois dias.

O PEDIDO

O Vasco quer que seja negada a liminar da Fla-Flu e que o mandado de segurança seja rejeitado, preservando a decisão que liberou o estádio.

O documento é uma manifestação da defesa, ainda dependente de apreciação judicial. A venda de ingressos reforça o argumento sobre os prejuízos de uma suspensão, mas não torna a autorização definitiva.

Já existem milhares de torcedores envolvidos. Esse impacto também precisa entrar na análise da Justiça.

O torcedor Marcelo, em sua rede social, mostrou o documento enviado pelo Vasco:


 

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎