Vasco pede ao TJ-RJ decisão urgente sobre o uso do Maracanã
🚨O clube ataca a negativa de prestação jurisdicional, reforça violação à boa-fé objetiva da Fla-Flu Serviços e questiona critérios técnicos inconsistentes aplicados à concessionária.
Vasco pede urgência à desembargadora Rose Marie Pimentel Martins, com tutela recursal para liberação imediata do estádio, condições isonômicas e multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
O Vasco entrou, na noite desta sexta-feira, com um recurso pedindo o fim da suspensão do processo na Justiça. O clube pede uma decisão urgente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por uma resposta para que a equipe possa atuar no Maracanã contra o Boca Juniors, na semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.
No documento desta sexta, o clube argumenta que as duas ações são independentes e que uma não pode deixar de ser julgada pela existência da outra. O Vasco pede tutela de urgência para uma decisão vinda do TJ-RJ. A indicação do estádio da partida, vale ressaltar, precisa ser feita até a segunda-feira.
Consórcio se manifesta contra
O Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, se manifestou na Justiça de forma contrária à realização do jogo entre Vasco e Boca no estádio. Flamengo e Fluminense apresentaram seus argumentos em agravo na tarde desta sexta.
A questão do gramado foi, novamente, o ponto central da argumentação do consórcio. No agravo, Flamengo e Fluminense afirmam que a realização da semifinal da Sul-Americana faria com que o Maracanã recebesse três partidas em um intervalo de cinco dias, atrapalhando o tempo mínimo de descanso do campo.
"Contudo, não é essa a postura que se observa na narrativa do Agravante, que deixa evidente não ter a proteção de bem público como objetivo. A demanda evidencia, sim, mera indignação de um torcedor, que atua em defesa de interesses próprios e do clube para o qual torce, com a justificada impossibilidade de seu time utilizar o MARACANÃ para realização de uma partida de futebol", diz trecho da ação.
O jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, pela NFL, no último domingo, foi outro ponto citado como prejudicial ao gramado. O campo está sendo trocado desde o dia seguinte da partida do futebol americano.
"Contudo, no lugar de resguardar o patrimônio público, a ação movida pelo Agravante tem potencial de resultar em graves prejuízos ao MARACANÃ, já que a utilização do estádio em desacordo com os critérios técnicos necessários para preservação do gramado importará danos ao próprio equipamento público que o Agravante diz querer proteger", completa.
O documento afirma que uma análise da concessionária comprovou que o Maracanã está "impossibilitado de receber novos eventos esportivos em 2026". Isso também, de acordo com o agravo, afetou o Flamengo, que recebeu negativas para fazer uma partida comemorativa dos 45 anos do título mundial e o Jogo das Estrelas, amistoso anual organizado por Zico em dezembro.
Resposta
Horas depois, o torcedor vascaíno que lidera a ação popular respondeu ao agravo do consórcio Fla-Flu, apontando possíveis contradições: em 2026, por exemplo, o estádio recebeu nove jogos com intervalo de até 48 jogos, como apontado em levantamento feito pelo ge.
Além disso, ele argumenta que haverá novos intervalos curtos entre jogos nas próximas semanas, mesmo se não houver partidas do Vasco no estádio.
"A própria nota registra "o intervalo de apenas dois dias entre as partidas de 26 e 28 de outubro, que restringe o período disponível para intervenções e recuperação". E o calendário o mantém mesmo assim. O gramado novo, portanto, segundo os técnicos da Agravada, suporta sete partidas em vinte dias, inclusive com 48 horas de intervalo, desde que sejam de Flamengo e Fluminense. A partida do Vasco em 20/10 ficaria a exatas 48 horas de 18/10 e de 22/10, o mesmo intervalo que a Agravada aceita oito dias depois para os seus controladores", escreveu.
Fonte: SuperVasco