Futebol

Vasco e Romário esperam superar maldição do Eduardo Guinle

Subir a serra não traz boas recordações para o Vasco. Principalmente para jogar no Estádio Eduardo Guinle. Além de não vencer em Friburgo desde 2001 - é verdade que foram apenas dois jogos desde então -, vários jogadores vascaínos já sofreram lesões no estádio, uma verdadeira maldição.
- Prefiro não acreditar nisso.

Também, o que se pode fazer? Os jogadores têm de entrar em campo e lutar pela vitória. Hoje em dia, sem sorte não se sai nem de casa disse Renato Gaúcho.

Em menos de um mês, no ano de 1998, o alçapão do Friburguense foi palco de momentos dramáticos para o Vasco e para Romário. No dia 7 de abril, o time cruzmaltino foi jogar fora de casa pela primeira vez pelo Estadual. Venceu por 3 a 0, mas saiu de campo com um tremendo prejuízo: nada menos que três jogadores se machucaram.

Primeiro foi Luizão, que levou uma pancada na boca e teve de sair da partida e levar alguns pontos no lábio superior. Na seqüência, o meia Ramon também se contundiu, ao receber uma pancada no joelho.

O pior, contudo, ainda estava por vir. O volante Luisinho, ao tentar iniciar um contra-ataque com uma cabeçada, levou forte pancada e teve de ser operado no dia seguinte (veja mais na matéria abaixo).

Exatamente 29 dias depois, no mesmo local, Romário viveu um dos piores momentos da sua carreira.

Atacante do Flamengo em grande fase, a um mês de ir para sua terceira Copa do Mundo, o Baixinho levou a mão à coxa e saiu do jogo. A cena, que até era comum de se ver naqueles tempos, foi o início de um drama: sem tempo de se recuperar totalmente até a estréia do Brasil no Mundial, Romário foi cortado.

O próprio Baixinho confessou, na semana passada, que essa é uma das maiores frustrações da sua carreira. Romário ainda sofreria outras duas lesões no mesmo estádio. Mais uma pelo Flamengo, e a última pelo Fluminense, no Estadual de 2004.

Nesse mesmo jogo do Tricolor, Ramon se machucou pela segunda vez no Eduardo Guinle.

- Jogar lá sempre foi difícil. Tive essas duas infelicidades, mas posso dizer que isso não passa pela minha cabeça agora que vamos jogar lá de novo - garantiu Ramon.

Houve ainda a lesão de Juninho Pernambucano, pelo Vasco, em 2000. O departamento médico deve pôr as barbas de molho ao subir a serra. Ao torcedor, resta bater na madeira três, seis, nove vezes.

Fonte: Lance