Vasco busca repetir com Spinelli a fórmula de sucesso com apostas argentinas
Claudio Spinelli, enfim, foi apresentado nesta terça-feira como novo jogador do Vasco. Ainda pouco conhecido no futebol brasileiro, o atacante é mais um movimento do clube no mercado de jogadores argentinos como apostas para o ataque. Uma fórmula que vem dando frutos recentemente.
Vegetti
O exemplo mais notório, claro, é Vegetti, que deixou o clube justamente nesta janela de transferências. Antes de iniciar passagem marcante no Vasco, o argentino era desconhecido no Brasil e artilheiro e ídolo do Belgrano.
Em 2023, após múltiplas negativas na janela, o Vasco foi buscar o centroavante, então com 34 anos, depois de temporada artilheira para buscar uma nova solução para o ataque na luta dura contra o rebaixamento. Na ocasião, o time era o lanterna do Brasileirão daquele ano, na 17ª rodada.
Ele foi anunciado em uma sexta-feira, chegou num sábado e estreou domingo marcando o gol da vitória sobre o Grêmio, a primeira do Vasco após um mês sem triunfos. Em 21 jogos, ele marcou 10 gols e foi peça fundamental para livrar o clube do rebaixamento, algo que parecia impensável nas primeiras rodadas.
Era apenas o início de uma passagem marcante de quem se tornaria segundo maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 60 gols em 140 jogos - atrás apenas Villadoniga. No ano passado, ele foi o máximo goleador do futebol brasileiro, com 27 bolas na rede.
Cano
Três anos antes de Vegetti, foi a vez de Cano. Hoje ídolo do Fluminense, Cano era praticamente um desconhecido no Brasil e até na Argentina, após passar boa parte da carreira entre Colômbia e México. E foi o Vasco que apresentou o centroavante para os brasileiros.
Cano desembarcou no Rio de Janeiro em 6 de janeiro de 2020, como uma aposta, depois de grande passagem pelo Independiente Medellín, da Colômbia.
Foram duas temporadas em São Januário. Marcou 43 gols entre 2020 e 2021 e figura como terceiro maior artilheiro estrangeiro da história do Vasco. Apesar de muitos gols, o péssimo momento do clube foi determinante para deteriorar a relação. Durante toda passagem de Cano, o Vasco teve times tecnicamente fracos, e o argentino não conseguiu impedir o rebaixamento para a Série B.
Mais do que isso, não conseguiu levar o clube de volta à elite e teve falhas em momentos decisivos daquela campanha, que pesaram para o fim da história do argentino no Vasco.
Andrés Ríos
Voltemos no tempo mais três anos para a chegada de outra aposta argentina para o ataque do Vasco. Andrés Ríos não teve passagem tão goleadora como Cano e Vegetti, mas também foi importante entre os anos de 2017 e 2018.
Ríos disputou 71 partidas pelo Vasco e teve 19 participações em gols (15 bolas na rede e quatro assistências). O atacante fez parte do time que chegou à Libertadores e foi vice-campeão carioca.
Maxi López
O argentino passou por River Plate, Barcelona, Milan até acertar com o Vasco em 2018. E o impacto do experiente atacante foi imediato. Claramente acima do peso, Maxi López colocou a bola embaixo do braço e evitou o rebaixamento para a Série B em 2018.
Ele marcou sete gols e deu cinco assistências em 19 rodadas no Brasileirão, sendo determinante para a permanência do Vasco na Série A naquele ano. No ano seguinte, com salários atrasados, ele rescindiu com o clube e acionou o Vasco na Justiça. Ele já havia perdido espaço no time titular da equipe e não era tão importante quanto no ano anterior.
Fonte: ge- SuperVasco