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Salários de dezembro e 13º podem ser pagos pela próxima gestão

Enquanto a Justiça não dá um desfecho para a eleição presidencial do Vasco, a gestão Alexandre Campello inicia o último mês do mandato já desenhando o orçamento para 2021. Mas sem ter com quem dialogar em termos de sucessão e sem considerar eventuais aportes de qualquer chapa. A diretoria financeira tem no horizonte uma projeção entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões nas receitas em 2021, considerando que o Vasco, hoje na zona de rebaixamento, fique na Série A.

A previsão de receitas sofre um impacto gerado pelo calendário do Brasileirão, já que a edição 2020 terminará em 24 de fevereiro de 2021. Assim, além das parcelas dos direitos de transmissão referentes a dois meses, o orçamento considera também a premiação pela posição final no campeonato. Logo, há um desfalque nas contas de 2020: a previsão do orçamento era embolsar R$ 20 milhões em premiação. Até 30 de setembro, o Vasco ganhou R$ 8,4 milhões.

Já com data para deixar a cadeira de presidente, Campello estima que o clube consiga pagar salários até novembro. Pelo calendário vascaíno (vencimento a cada dia 20), os valores de dezembro já seriam responsabilidade da nova gestão. Mas o atual presidente admite a chance de que o 13º fique de “herança” para o sucessor.

Fonte: Blog Dinheiro FC - O Globo Online