RTI Esporte faz análise da má fase de Marino Hinestroza pelo Vasco
Quando o Vasco anunciou a contratação de Marino Hinestroza, a expectativa era elevada. Afinal, o colombiano chegava após despertar interesse de clubes importantes da América do Sul e carregava a reputação de ser um atacante capaz de desequilibrar partidas no um contra um.
No entanto, os primeiros meses em São Januário têm sido bem diferentes do esperado. Sem gols, sem assistências e ainda em busca de espaço na equipe, o jogador vive um início discreto com a camisa Cruzmaltina.Eventos desportivos ao vivo
Mas afinal, o que explica a má fase de Marino Hinestroza? A Agência RTI Esporte irá, ao longo desta pauta, com a força dos números, a frieza das estatísticas e declarações de Renato Gaúcho, explanar a situação.
Números mostram pouca influência ofensiva
Os dados ajudam a entender o cenário. Nas primeiras partidas pelo Vasco, Marino Hinestroza recebeu poucas oportunidades como titular e teve minutagem reduzida sob o comando de Fernando Diniz, antigo técnico do clube, no começo de 2026.
O colombiano acumulou mais entradas durante o decorrer dos jogos do que participações desde o apito inicial, o que naturalmente dificulta a construção de ritmo e confiança. Além disso, os números ofensivos ainda estão longe daqueles apresentados em seus melhores momentos na Colômbia.
O ex-atacante do Atlético Nacional segue sem participações diretas em gols e registra baixo volume de finalizações perigosas. O impacto efetivo próximo da área adversária continua abaixo do esperado para um jogador contratado justamente para aumentar o poder ofensivo da equipe.Desporto
Mais especificamente, Marino Hinestroza, atacante com passagem pelas divisões de base do Palmeiras, acertou 84% dos passes efetuados, conseguiu ser eficaz em metade dos dribles tentados e venceu mais de metade das disputas de bola (56%).
Adaptação aparece como principal obstáculo
Um dos fatores que ajudam a explicar o rendimento discreto é o processo de adaptação. A mudança para o futebol brasileiro representa um salto competitivo importante. O ritmo de jogo, a intensidade física e as exigências táticas costumam exigir um período de ajuste.
No caso de Marino Hinestroza, esse processo parece ainda estar em andamento. Além da concorrência por posição, o colombiano desembarcou no Vasco precisando recuperar a melhor condição física, algo que também influenciou o espaço recebido nas primeiras semanas.Jogos
Renato Gaúcho mantém confiança: “Torço para que volte a jogar o futebol que jogou na Colômbia”
Apesar dos números modestos, o treinador Renato Gaúcho tem demonstrado confiança no potencial do atacante. Recentemente, o técnico afirmou que Marino Hinestroza vem treinando bem e destacou que o jogador ainda atravessa um período de adaptação ao futebol brasileiro.
“Tenho conversado com ele, dado conselhos, lapidado. Torço para que volte a jogar o futebol que jogou na Colômbia. Eu acompanhei o desempenho no antigo clube (Atlético Nacional) e sei o potêncial que ele tem”, afirmou, recentemente, o técnico do Gigante da Colina.
A comissão técnica entende que o colombiano possui características que podem ser úteis à equipe, principalmente pela velocidade, capacidade de aceleração e facilidade para atacar espaços pelos lados do campo.Futebol
A avaliação interna é que o jogador ainda precisa ganhar ritmo competitivo para apresentar aquilo que mostrou em outras etapas da carreira. Apesar disso, Marino Hinestroza sinaliza desejo de deixar o clube na próxima janela de transferências.
O passado mostra um jogador capaz de decidir
A atual fase contrasta com o momento vivido antes de chegar ao Vasco. No Atlético Nacional, Marino Hinestroza foi um dos jogadores mais valorizados do elenco e chamou atenção justamente pela capacidade de criar desequilíbrios individuais e participar diretamente das jogadas ofensivas.
Nos números, isso traduziu-se nas melhor época da carreira em 2025 com sete gols e nove assistências num total de 56 partidas. O desempenho foi suficiente para colocá-lo no radar da seleção colombiana e despertar o interesse de clubes de diferentes mercados.
Ainda há tempo para mudar o cenário
Por fim, a realidade atual mostra um Marino Hinestroza distante da versão que encantou no futebol colombiano. Por outro lado, o contexto também indica que ainda é cedo para qualquer conclusão definitiva.
Com poucos minutos em campo, adaptação em andamento e respaldo da comissão técnica, o colombiano segue tentando transformar expectativa em rendimento. O talento que o levou ao Vasco continua lá. A questão é saber quanto tempo será necessário para que ele consiga justificar a confiança depositada em sua contratação.
Fonte: RTI Esporte- SuperVasco