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Rodrigo Caetano prefere evitar polêmica com Roth

A negociação para ter Celso Roth no comando do Vasco foi longa e exigiu muito empenho da cúpula de futebol. No entanto, sua passagem pelo clube foi frustrante e durou apenas cinco jogos — quando o treinador comunicou que assinara com o Internacional, para comandar os gaúchos, com sucesso, na reta final da Libertadores. A decepção e a irritação foram imediatas. Amanhã, Vasco e Roth terão novo encontro, no Beira Rio.

O diretor de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, um dos que mais sentiu a saída de Roth, não comentou o tema. Mas os jogadores, sim. Ramon, por exemplo, disse não julgar Roth, mas foi enfático ao dizer que não teria tomado a mesma atitude do ex-treinador.

“No futebol isso acontece e ele viu o que era melhor para ele. Nós tínhamos um acordo e ele decidiu sair. Respeito a decisão, mas não concordo. Uma pena porque trata-se de um grande treinador. Sentíamos que ele podia fazer um grande trabalho com a gente”, disse.

A decisão, na época, causou uma surpresa imensa. Roth comandou o Vasco por apenas cinco jogos e obteve uma vitória, um empate e três derrotas. O desempenho não era o ideal, mas como Ramon falou, a esperança de dias melhores era grande. O treinador havia conseguido uma química com o grupo por conta de seu estilo durão que, apesar das broncas constantes, cativou o grupo.

O zagueiro Fernando admitiu que todos ficaram tristes, mas não condenou Celso Roth, que conseguiu o sonhado título da Copa Libertadores com o Internacional. Para ele, o técnico não guarda qualquer sentimento pelo Vasco.

“Nem bom e nem ruim. Ele seguiu o seu caminho e nós, o nosso. Vamos buscar a vitória não por vingança, mas porque precisamos”, afirmou Fernando, sem dizer se vai ou não falar com o ex-treinador.

Fonte: O Dia