Reuniões para julgar punições e até expulsão de ex-presidentes são marcadas
O presidente do Conselho Deliberativo do Vasco, João Riche, agendou duas reuniões virtuais para os dias 15 e 22 de outubro. Nessas datas, serão analisados relatórios referentes às administrações dos ex-presidentes Alexandre Campello e Jorge Salgado.
No centro das discussões está a recomendação de expulsão de Jorge Salgado, que era grande benemérito do clube. O julgamento sobre sua situação ocorrerá no dia 22. Salgado já apresentou sua defesa e declarou que respeitará a decisão do Conselho.
Salgado também acionou judicialmente os membros da comissão por calúnia e difamação. Em agosto, o Ministério Público sugeriu uma audiência de reconciliação, mas ele recusou. Uma nova audiência está prevista para 5 de outubro.
Alexandre Campello será julgado no dia 15 por questões relacionadas ao contrato com a Kappa durante a pandemia. A comissão se dividiu sobre sua punição: três votos pela absolvição, dois pela expulsão e dois pela suspensão por seis meses. Campello criticou o processo, atribuindo-o a disputas políticas internas.
Julio Brant também enfrenta recomendação de exclusão devido à venda da SAF para a 777 Partners. Ele renunciou ao Conselho Deliberativo em março passado e não comentou o caso.
A reunião do dia 15 também abordará aumentos nas contingências trabalhistas desde 2020 e possíveis irregularidades em contratos com fornecedores. Enquanto Campello foi absolvido nesses pontos, Adriano Mendes e Paulo Reis enfrentam recomendações de suspensão temporária.
Outros aliados políticos de Salgado, como Carlos Roberto Osório e Roberto Duque Estrada, também podem enfrentar sanções. As decisões variam conforme o status dos envolvidos: beneméritos são julgados pelo Conselho Deliberativo, enquanto sócios são avaliados pelo presidente Pedrinho.
Com informações do ge.
Após três anos, a gestão de Jorge Salgado no Vasco terminou em janeiro de 2024. Durante seu mandato, o clube viveu uma transição significativa: a conversão do departamento de futebol para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em parceria com a 777 Partners.
Salgado entregou o cargo a Pedrinho, novo presidente eleito que agora lidera a gestão associativa. Em sua carta de despedida, Salgado defendeu a venda do controle do futebol como solução para os problemas financeiros do clube, mencionando o endividamento herdado.
O ex-presidente também deixou em andamento um projeto junto à Prefeitura do Rio de Janeiro para reformar e ampliar o estádio de São Januário.
A administração de Salgado não se encerra sem polêmicas. Investigações internas foram iniciadas e uma comissão recomendou sua expulsão do quadro de beneméritos, questionando os procedimentos e efeitos da venda para a SAF.