Futebol

Renato usa bolinha de tênis para motivar o time do Vasco

Se, por acaso, você, torcedor, cruzar com Renato Gaúcho ou qualquer jogador ou integrante da comissão técnica do Vasco num restaurante, na praia, em São Januário, namorando, ou em qualquer outra situação, com uma bola de tênis, não estranhe, apenas tenha certeza: eles estarão focados na decisão da Copa do Brasil contra o Flamengo.

Para manter o foco na final, Renato distribuiu bolas de tênis personalizadas com o nome de cada jogador e integrantes da comissão técnica e baixou uma norma: até os dois jogos - nos dias 19 e 26 -, todos devem andar 24 horas com a bolinha. \"Cada vez que eles olharem para ela, devem pensar que são capazes de pôr a faixa de campeão no peito. Assim, mantemos o foco\", explica o técnico, ressaltando que, até na hora do sexo, eles não podem desgrudar o olho.

Valdiram aproveita para fazer malabarismos; alguns médicos do clube andam com a bola no bolso; assessores de imprensa também. Todos focados na decisão.

A idéia não é nova. Na Olimpíada de 2004, em Atenas, o técnico da seleção brasileira de futebol feminino, Renê Simões, fez o mesmo com suas jogadoras. Apesar de chegar à decisão, o Brasil acabou sendo medalha de prata ao perder a final para os Estados Unidos.

Associar a experiência de Renê com a bolinha e o vice-campeonato da Seleção à idéia de Renato soaria como piada de flamenguista. No Vasco, o método motivacional serve para lembrar que o time é capaz de conquistar o inédito título da Copa do Brasil. Para isso, é preciso manter o foco e jogar um bolão, bem maior do que a bolinha de tênis.

Fonte: O Dia