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Renato Gaúcho testa opções no ataque contra o Remo, mas ainda não definiu

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Nuno Moreira, Johan Rojas, Marino Hinestroza e Adson. Esses são os quatro jogadores que disputam a “última vaga” entre os titulares do ataque do Vasco sob o comando de Renato Gaúcho. No jogo contra o Barracas Central, três dos quatro jogadores receberam oportunidade, mas nenhum conseguiu aproveitá-la.

Por que a vaga da ponta direita é a última entre os titulares? Porque Renato Gaúcho, desde que chegou ao Vasco, definiu o esquema de jogo como o 4-3-3, com três volantes, em substituição ao 4-2-3-1. Assim, a equipe deixou de jogar com um camisa 10 e passou a ter mais marcação no meio de campo.

Os pontas, então, passaram a ter mais protagonismo no estilo de jogo do Vasco. Se Andrés Gómez é o titular absoluto da esquerda, o lado direito do ataque ainda é um ponto de interrogação. Nuno Moreira caiu consideravelmente de rendimento desde o fim do ano passado e não tem sido o jogador participativo que foi em 2025.

Os números crus apontam a queda de rendimento do atacante português. Em 56 jogos em 2025, Nuno teve 18 participações em gols (uma a cada três partidas). Na atual temporada, o jogador tem apenas uma participação em gol em 18 jogos.

O desempenho fez Nuno Moreira perder a titularidade incontestável no Vasco. Com a chegada de Rojas e Marino Hinestroza, a equipe ganhou mais opções no início do ano, mas é verdade que ninguém despontou ainda.

Rojas foi utilizado por Renato Gaúcho contra o Botafogo, mas não fez uma boa partida. Além disso, a utilização do meia colombiano fez o Vasco mudar de esquema quando o time estava sem a bola. A equipe deixou de marcar em um 4-5-1 e passou a marcar em um 4-4-2. Assim, ofereceu um espaço maior ao rival no meio de campo, mais exposto aos contra-ataques.

O meia não foi relacionado para a partida contra o Barracas Central na Argentina e treinou com os titulares sob os olhares de Renato no Rio de Janeiro, enquanto os reservas disputaram o jogo da Sul-Americana. Além dele, Marino Hinestoza e Adson também disputam a posição no ataque do Vasco.

Marino foi contratado após uma temporada de destaque no Atlético Nacional. O colombiano chegou ao Vasco com problemas físicos, depois de um período de férias no futebol da Colômbia, mas já está 100% fisicamente. No entanto, o jogador ainda não mostrou a que veio em São Januário.

O atacante tem tido atuações ruins na temporada. Recentemente, uma resposta de Renato Gaúcho sobre o jogador repercutiu na imprensa sul-americana, em que cita uma dificuldade de adaptação dos colombianos ao futebol brasileiro.

— O que eu mais falo, até por eu ter sido atacante, é pra eles terem tranquilidade para tomar a melhor decisão. O desespero próximo da área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigir eles. E eles têm muitos erros. É o meu trabalho, mas é falta de tempo. Não é da noite para o dia que eu vou corrigir os caras 100%.

— Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo — completou Renato.

Quem também disputa posição no setor é Adson. O atacante, que sofreu duas fraturas na perna nas últimas duas temporadas no Vasco, voltou a estar 100% fisicamente em 2026. O jogador recebeu oportunidades no fim da passagem de Fernando Diniz e também tem sido utilizado por Renato.

Os números dos pontas do Vasco em 2026

  • Nuno Moreira: 18 jogos, um gol e nenhuma assistência
  • Rojas: 15 jogos, nenhum gol e três assistências
  • Marino Hinestroza: 11 jogos, nenhum gol e nenhuma assistência
  • Adson: 7 jogos, nenhum gol e nenhuma assistência

Fonte: ge