Futebol

Ramon ainda tem o time das mãos? Dúvida circula em São Januário

O Vasco não vence o Bahia em Salvador desde 2012.

E este é apenas uma das barreiras para Ramon Menezes, que começa a ter seu trabalho questionado nos bastidores de São Januário.

As outras são os desfalques de Benitez e Andrey no meio-campo, a queda de rendimento coletivo e a consequente quebra de confiança dos próprios jogadores.

Não é uma situação das mais confortáveis para um treinador em início de carreira.

Antes de falar da situação de Ramon, deixa lembrar aqui que a escrita favorável ao Bahia não é só em jogos como mandante.

Em 56 confrontos com os vascaínos no geral, os baianos venceram 22 e perderam 16 – com houve 18 empates.

O problema é que, como visitante, o Vasco perdeu quatro duelos e empatou dois dos últimos seis entre 2013 e 19.

E três destas derrotas foram por 3 a 0, o que dá cores ainda mais vivas a este fantasma que hoje atormenta Ramon.

No ano passado, para tentar segurar o ímpeto do time de Roger Machado, Vanderlei povoou o meio com dois volantes de marcação (Richard e Raul).

E deixou a ligação com o ataque a cargo de Andrey e Pikachu, dois jogadores que não são exatamente os chamados meias de ligação.

Como Ricardo foi expulso aos 42m, o técnico, no intervalo, perdendo por 1 a 0, pôs Felipe Bastos na vaga de Cáceres e o improvisou como zagueiro.

Pikachu, então, voltou à lateral, e Marcos Júnior entrou no lugar de Ribamar.

Ou seja: com um a menos, Vanderlei embolou ainda mais meio e acabou chegando ao empate com um gol de Marrony a cinco minutos do final.

Talvez seja a opção de Ramon, iniciando o jogo desta quarta-feira em Pituaçu no 3-5-2 - desta vez aproveitando Pikachu e Henrique como alas.

Bruno Gomes e Felipe Bastos seriam os volantes, Talles faria o papel de Benitez na armação, com Vinícius (ou Ribamar) e Cano no ataque.

O Bahia não atravessa bom momento sob o comando de Mano Menezes: perdeu sete e venceu um de seus últimos onze jogos.

Mas Ramon não tem muitas opções para fazer o Vasco voltar a ser o que era.

Sem vitória há cinco jogos, ele sabe que precisa de quatro pontos nas duas próximas rodadas para dar prosseguimento ao trabalho.

Porque em São Januário já se discute se o jovem treinador tem o time nas mãos.

Hora então de os jogadores mostrarem em campo que sim...

Fonte: Blog Gilmar Ferreira - Extra