Futebol

Outras declarações de Pedro Emanuel após a vitória contra o Botafogo

*Matéria em atualização

Veja outros pontos da coletiva

Atuação de Colidio e entrosamento com Lescano e Thiago Mendes

— Parece que já jogam (Colidio e Lescano) juntos com o Thiago (Mendes) há bastante tempo. Até porque a sua associação em combinação é muito produtiva para a equipe. Acho que é isso que nos dá também o conforto quando temos a bola, temos bons jogadores. Conseguimos também com as alterações que fizemos na segunda parte continuar a manter a posse de bola. Tem muito a ver com as características dos jogadores, nos dão a equipa muito desse desse tipo de jogo que nós precisamos sem nunca esquecer a baliza, sem nunca esquecer a agressividade, sem esquecer o foco do gol. Por isso é que fizemos 17 arremates , tivemos 14 escanteios. Isso é muito importante.

Sobre atuação de Marino Hinestroza

— Eu tenho dito sempre que sinto que os jogadores têm se adaptado bem ao estilo de jogo. Cada um, com suas características, têm ajudado a equipe. Hoje, com o Marino, acho que ele tem entrado depois de um início desastroso da parte dele, o que era natural. Vinha de um momento menos bom e recuperou a vontade de trabalhar. Mereceu a oportunidade. Felizmente, para nós, foi comprometido. Claro que quero mais do Marino, acho que pode fazer mais. Acima de tudo, teve compromisso grande com a equipe. De forma geral, pelo que eu pedi e o jogo exigiu, teve um comportamento mais do que satisfatório. Está a se integrar cada vez melhor. Foi substituto do Andrés e sabe que pode ser escalado de novo a qualquer momento.

Mais sobre atuações e restante da temporada

— Sabem que, desde nossa chegada como equipe técnica, um dos aspectos que valorizamos bastante é como nos defendemos como equipe. Isso tem dado resultados e acho que a equipe e os jogadores também têm essa ideia nesse momento. E, depois, continuar a evoluir para este prazer que temos que ter ao jogar e o prazer que damos à nossa torcida. Essa é a maior satisfação que tenho como treinador. O nível de exigência vai ser esse. Se perguntar para o nosso torcedor qual o resultado do próximo sábado, ele não aceita menos que ganhar. Portanto, essa é a cultura que queremos implementar no Vasco, instituir no Vasco a grandeza da conquista e a valorização da conquista. Olhando para a tabela, percebemos que vai estar tudo embrulhado até o final, e não falta muito para o final. Portanto, temos que dar o melhor de nós e termos a satisfação daquilo que fazemos. Conquistar vitórias nos dá ânimo porque vamos entrar na fase decisiva em competições diferentes, mas com a mesma ambição. E me sinto bastante satisfeito com o que temos feito, mas espero muito mais do que vem por aí.

Confiança do torcedor

— Falo aquilo que sinto. Me sinto um adepto (torcedor). Mais do que o treinador, sou alguém que toca todas as partes, porque já fui jogador e, hoje, sou aficionado pela nossa equipe. Se não tivesse um grupo de homens, como eu tenho, dificilmente poderíamos elevar o nível. Temos jogadores com coragem, qualidade e, acima de tudo, ambição grande. Como treinador, tento ajudar os jogadores. Acho que o torcedor olha para a nossa equipe e sente orgulho. Isso é o fator que faz muita diferença no momento em que o árbitro apita o início de jogo. Sabemos que temos algo para oferecer. Fazemos isso em todos os jogos, e hoje não foi diferente. Hoje eu estava inseguro, pelos 18 jogos sem a adrenalina nas partidas, mas no aquecimento eu já senti a energia de que teríamos um bom desempenho. O torcedor sente que damos o nosso máximo.

Jogo contra o Remo

— Todos nós reconhecemos que, com o campeonato tão competitivo, se vacilarmos vamos voltar para uma zona que não queremos estar. Queremos estar bem longe. Olhamos para cima, mas temos noção de que a água continua a subir. Se não fizermos a nossa parte, que é respeitar o Remo... Só assim vamos continuar a conquistar. É um motivo de orgulho termos conseguido quatro vitórias nos últimos cinco jogos. Só assim podemos continuar. Se não ganharmos do Remo, a vitória de hoje servirá pouco. Precisamos desse oxigênio para subir para onde merecemos estar.

Momento de Nuno Moreira

— Não precisa ir tão atrás. Você citou o Saldivia. Há um mês, o Cuesta era o titular indiscutível. Nesse momento, para reconquistar o lugar dele, vai ter que lutar. Porque agora também temos o Gabriel. O melhor vai jogar. O Nuno está enquadrado nesse contexto. Teve um momento menos bom, mas teve a capacidade de voltar a estar dentro das opções. Hoje, entrou com vontade para ajudar a equipe, com determinação. Ele tem as características dele, já foi bem e mal esse ano. A oportunidade vai chegar, e ele precisa estar preparado. Isso vale para todos eles. Nesse elenco de agora, como vocês gostam de dizer, o caldo engrossou. Fico feliz com essa dificuldade para a vida do treinador.

Robert Renan é Seleção?

— O Brasil tem muitos jogadores espalhados pelo mundo, mas há outros muito bons no nosso campeonato. Esse deve ser um objetivo do Robert. Para chegar à Seleção, uma coisa faz muita diferença: chegar ao grande nível e não oscilar. Ele é jovem e tem potencial para crescer. Essa consistência dará para ele a oportunidade de olhar para a Seleção como um objetivo de longo prazo. Ele deve ter vontade de melhorar, manter o nível. A nossa equipe precisa disso. Ele tem uma particularidade, que é ser canhoto. Dá uma vantagem no futebol atual. Ele pode fazer melhor. Eu tenho que ser a pessoa a não deixar ele baixar o nível. Se surgir a oportunidade, ficamos felizes. É um bom profissional e um bom rapaz.

Mais uma sobre a pausa

— Já estive em grupos que sofreram com essas pausas longas. Isso tem a ver com a mentalidade que os atletas começam a ter e a passar uns aos outros. Crer no treino, na exigência de sermos melhores, de olhar para cada jogo como uma possibilidade de vitória. Isso tem que fazer parte de nós. Me surpreendeu bastante de forma positiva. A pausa me deixou ansioso, porque o relaxamento mental acontece. Eles deram uma resposta boa e mostraram a personalidade dessa equipe. Todos querem jogar e estar lá dentro o maior número de vezes possível. Todos terão possibilidade de mostrar o que valem dentro da equipe.

Saldivia e opções do elenco

— Temos um elenco alargado e, se tem algo que me dá prazer como treinador, é a competitividade entre os jogadores. Para se entrar na equipe, tem que ser melhor do que como ela está. Não há dúvidas que, nesse momento, e até este jogo, por aquilo que ele apresentou hoje, ele teve a possibilidade de sair, mas teve a coragem de ficar conosco e, para mim, isso é muito importante. Quis mostrar que tinha capacidade de ser importante na nossa equipe e hoje ele voltou a ser. Estou a realçar o Saldivia porque é um exemplo do que queremos no Vasco. O fácil é desistir, o fácil é ir embora. Temos o jogo sábado, e depois vai começar o ciclo infernal e temos a noção que todos vão ser importantes e o mais importante de tudo é que todos tem que estar preparados para darem a resposta.

Fonte: ge