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''Os recursos não discutem o mérito da disputa com a 777, mas...'

O Vasco e seus conselheiros apresentaram recursos contra a decisão judicial que determinou intervenção na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ligada ao clube. Os agravos, no entanto, não discutem a disputa com a 777 Partners em si, mas sim a legalidade da intervenção.

Os argumentos centrais incluem que a decisão invadiu questões que deveriam ser resolvidas por arbitragem, já que as disputas societárias entre o Vasco e a 777 estão sob jurisdição do Tribunal Arbitral. Além disso, os recursos afirmam que não havia urgência para uma medida tão extrema sem o devido processo de contraditório.

Os conselheiros também apontam que a Lei de Recuperação Judicial não prevê o afastamento do Conselho de Administração nessas circunstâncias e que a própria Administração Judicial havia sugerido alternativas menos severas. Após a decisão judicial, problemas se agravaram: a interventora renunciou em poucos dias, houve outras renúncias e a governança da SAF ficou paralisada.

A intervenção estaria causando prejuízos concretos ao futebol do Vasco, dificultando contratações e negociações com investidores, além de impactar negativamente o Plano de Recuperação Judicial. O objetivo dos agravos é reverter a decisão para retomar a governança da SAF e assegurar estabilidade institucional.

As informações são do jornalista Fabio Azevedo, do canal Fanático Vascaíno, publicadas em seu X.

Resumo dos agravos interpostos pelo CRVG e pelos conselheiros. Os recursos não discutem o mérito da disputa com a 777, mas a legalidade da decisão que determinou a intervenção na SAF. Em síntese, sustentam que: 🧵

• a decisão invadiu matéria de competência da arbitragem, já que as questões societárias entre CRVG e 777 estão submetidas ao Tribunal Arbitral;

• não havia urgência que justificasse uma intervenção tão extrema, especialmente sem o devido contraditório; 🧵

• a Lei de Recuperação Judicial não autoriza o afastamento do Conselho de Administração nem a nomeação de um interventor nessas circunstâncias;

• a própria Administração Judicial havia opinado contra a intervenção, sugerindo medidas menos gravosas; 🧶

• após a decisão, os fatos demonstraram que a intervenção agravou a crise institucional: a interventora renunciou em poucos dias, houve renúncias em série e a governança da SAF ficou paralisada; 🧵

• a medida vem causando prejuízos concretos ao futebol, dificultando contratações, negociações com investidores e a própria execução do Plano de Recuperação Judicial; 🧶

O objetivo dos agravos é obter a suspensão da decisão e restabelecer a governança da SAF, preservando a estabilidade institucional, a continuidade da gestão e a recuperação econômico-financeira do Vasco. 

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎