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Os planos do Vasco na venda da SAF

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A diretoria do Vasco planeja recuperar 100% das ações da SAF do clube para em seguida vender 90% ao empresário Marcos Lamacchia, filho de José Carlos Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Lamacchia seria a garantia financeira da operação.

Segundo o blog apurou, a estratégia é não envolver o investidor em um primeiro momento para que a operação não fique tão cara. Por isso, o clube compraria de forma parcelada as ações que não lhe pertencem neste momento. No final da operação, reaveria o dinheiro através do investidor.

Hoje, 30% são do associativo, 31% da 777 Partners e 39% estão sob poder do Vasco por determinação da Justiça. O Vasco reuniria os 100% com ele e o novo investidor compraria 90% e deixaria 10% com o clube associativo. As conversas estão adiantadas para que Lamacchia seja esse investidor.

O Vasco também se previne de um questionamento da agência da CBF que trata do fair play financeiro, e já dialoga para que a operação não tenha restrições. Caso isso aconteça e a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) trave a operação, outro investidor poderia entrar em cena a mesma estratégia ir adiante. Há otimismo que isso não seja preciso.

Vasco e Lamachia já estão em fase de avaliação mútua aprovada, para que as garantias da operação sejam dadas. Também já está solucionado a situação que envolve da seguradora ACap em relação à divisão dos percentuais da SAF que estão sob o poder do clube associativo por determinação judicial, após o litígio com a 777 Partners. O Vasco vai incluí-los na operação de venda a Lamacchia.

A operação também prevê que no "pacote" estejam incluídas as dívidas e os acordos de recuperação judicial. Sem falar nos compromissos de pagamento aos jogadores assumidos anteriormente, e que estão fora da "RJ".

A diretoria do Vasco acredita que, ao contrário do sócio anterior, o novo investidor apresenta uma solidez significativa, especialmente em relação às garantias financeiras para a operação. Por sua vez, o investidor reconheceu que a decisão de afastar o sócio anterior e o pedido de Recuperação Judicial realizados por Pedrinho e sua diretoria resgataram a credibilidade do Vasco no mercado e a manutenção das contas da SAF em dia.

Fonte: Agência O Globo