Futebol

Os méritos de Rafael Paiva na mudança de ares do Vasco

Os ventos mudaram pelos lados da Barreira. Como uma boa caravela, a equipe do Vasco segue um caminho de bons resultados sob a direção do comandante Rafael Paiva. Por mais que ainda não seja efetivamente o piloto oficial do barco, Paiva tem conduzido o Cruz-maltino para a parte de cima da tabela, quebrando tabus e promovendo um resgate de confiança importante para não afundar no meio da temporada.

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Na noite da última quarta-feira, o Vasco quebrou um tabu de 12 anos sem conquistar quatro vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro ao bater o Atlético-GO por 1 a 0, fora de casa, em mais uma atuação contundente e convincente de uma equipe que parece ter encontrado a sua melhor forma de jogar.

Paiva tem 11 jogos no comando do Vasco na temporada - quatro após a demissão de Ramon Diáz e sete depois da saída de Álvaro Pacheco - sendo 9 partidas pelo Brasileirão e duas pela Copa do Brasil. Foram seis vitórias, três empates e duas derrotas. No Campeonato Brasileiro, Paiva foi o técnico que conquistou 19 dos 23 pontos da equipe na competição até aqui, e classificou o Vasco para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas quais são os méritos de Paiva nesta mudança de ares do Vasco?

Equilíbrio do meio-campo

O primeiro foco de Rafael Paiva no comando do Vasco foi buscar uma solução para o setor de meio-de-campo da equipe. Paiva detectou que a zona central da equipe era um ponto frágil e ligou o alerta para solucionar o problema - e parece ter dado resultado.

O técnico fez ajustes táticos e de peças, fazendo com que o setor se tornasse o coração da equipe neste momento de alta, dando o equilíbrio para que o time. Hugo Moura, Matheus Carvalho, Estrella, Praxedes e JP são nomes que Paiva utilizou e deram resultado.

Defesa forte

Assim como o trabalho para fortalecer o setor de meio-campo foi tratado como prioridade, a defesa também era um ponto de atenção para Rafael Paiva, que conseguiu diminuir a sangria das falhas defensivas que colocaram o Vasco como a defesa mais vazada do Brasileirão - marca potencializada pelas goleada sofridas para Criciúma e Flamengo - e passou a dar confiança para boas atuações.

Léo e o Maicon formavam uma dupla muito criticada e, nos últimos jogos, tiveram um bom desempenho, e o sistema defensivo acumula dois jogos seguidos sem levar gols. Era um setor que estava precisando ganhar confiança e Paiva conseguiu dar essa resposta.

Aproveitamento da base

Dificilmente existe alguém no Vasco que conhece tão bem as categorias de base como Rafael Paiva. O treinador era o comandante da equipe sub-20 antes de assumir o profissional de forma interina, tanto após a saída de Ramon Diáz, quanto na saída de Álvaro Pacheco. E foi justamente apostando em jovens da base vascaína que Paiva ganhou peças importantes dentro do elenco.

JP foi um que recebeu moral de Paiva, assim como Leandrinho. Bruno Lopes, Estrella e Lincoln são exemplos de jovens da base que receberam oportunidades com o treinador, e que corresponderam dentro de campo neste período de 'Paivismo'.

Resgate da confiança

Rafael Paiva assumiu uma equipe mentalmente em baixa, com duas goleadas pesadas sofridas em pouco tempo. E mesmo em meio a um momento complicada, Paiva conseguiu ganhar a confiança do grupo e motivar a equipe para superar as adversidades, sem negociar a forma de jogar - como bem disse em uma preleção. Sem contar com o apoio público de lideranças como Vegetti e do presidente Pedrinho, e com o carinho da torcida que comprou a ideia e tem sido como um 12º jogador neste momento.

Fonte: Agência O Globo