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Mudanças, apatia, equívocos... A análise de RB Bragantino 4 x 1 Vasco

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Mudança de esquema, escalação diferente, time apático, equívocos individuais, apostas em jogadores que não vinham sendo relacionados e reclamação da arbitragem. Uma coleção de erros marcou a noite de quarta-feira do Vasco, que, com a acachapante derrota de 4 a 1 para o Bragantino, viu o risco de rebaixamento aumentar na reta final do Brasileirão.

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Sem Henrique e Bruno Gomes suspensos, Vanderlei Luxemburgo mudou peças e a forma de o time atuar. Sacou Pikachu e, ao dar chance a Caio Lopes, trocou o esquema com três atacantes por um com o meio mais povoado - Andrey e Neto Borges foram os substitutos da dupla de ausentes. Não deu certo.

O Vasco foi presa fácil. Levou o primeiro gol aos 14 minutos, Fernando Miguel evitou o segundo aos 22 e, sete mais tarde, a estratégia ruiu. Luxa teve o mérito de não demorar a agir, mas pouco adiantou: trocou Juninho por Pikachu, e o time continuou dominado. Marcava mal, não combatia e tampouco ameaçava o gol adversário.

Até o intervalo, além do 1 a 0, o Bragantino finalizou dez vezes e teve 61% de posse de bola. Claudinho e Arthur confundiram a marcação com intensa movimentação e troca de passes. O Vasco sempre corria atrás da bola.

Luxa, então, mudou de novo. Assim como no terceiro jogo neste retorno a São Januário abriu mão da forma de atuar, mexeu em um jogador que tem convicção desde 2019. Talles, pela segunda vez, foi substituído no vestiário - a primeira ocorreu na derrota para o Coritiba, uma rodada depois da boa atuação diante do Botafogo, a qual parecia indicar a volta da boa fase. O treinador, na coletiva pós-jogo, disse que a promessa precisa retomar a motivação e a vontade. Caio Lopes, a novidade na escalação, também não voltou para o segundo tempo.

As escolhas do técnico foram por dois jogadores que não entraram nas duas últimas rodadas. Com Carlinhos e Vinícius, o Vasco levou o 2 a 0, mas melhorou. Diminuiu com Pec, que aproveitou falha de Cleiton e ensaiou uma pressão, que acabou de existir com o terceiro gol. Aqui houve reclamação da direção por uma suposta falta em Andrey no começo do lance, o que contrasta com a baixa produção do time.

Com o 3 a 1 adverso, o Vasco perdeu as poucas forças que tinha. Os erros de Andrey na saída de bola ficaram evidentes, a falta de força física e de articulação ofensiva de Leo Gil saltaram aos olhos e Cano morreu de fome na frente.

Com a goleada, o Vasco estacionou nos 32 pontos e está em 16º lugar. Pode entrar no Z-4 caso o Fortaleza, que é o 17º e tem a mesma pontuação, não perca para o Santos. No sábado, recebe o Atlético-MG e, conforme anuncio de Luxa, terá Benítez como titular. Mas será preciso mais para melhorar, somar pontos e evitar aumentar ainda mais o risco de queda.

Fonte: ge