Maracanã: O que o Vasco teve que passar para conseguir a liberação
Depois de dias de disputa judicial, o Vasco conseguiu a liberação do Maracanã para enfrentar o Boca Juniors no dia 20 de outubro pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão foi anunciada na noite desta sexta-feira.
O Vasco enfrentou resistência do consórcio Fla-Flu, que administra o estádio e estava preocupado com as condições do gramado. Após várias ações judiciais e recursos, a Justiça do Rio de Janeiro finalmente autorizou o uso do estádio pelo clube.
A busca por um local adequado começou no fim de agosto, quando o consórcio Fla-Flu recusou o primeiro pedido formal do Vasco. Mesmo com tentativas em São Januário e considerações sobre o Estádio Nilton Santos, nenhuma alternativa parecia viável. São Januário não atende à exigência mínima de 30 mil lugares da Conmebol, e o Nilton Santos não era uma opção desejada devido ao gramado sintético.
No decorrer das semanas, o Vasco tentou negociar uma exceção com a Conmebol para usar São Januário, mas sem sucesso. Tentativas de aumentar a capacidade do setor visitante também foram feitas, mas não foram suficientes sem todas as aprovações necessárias das autoridades locais.
A decisão final veio após uma série de recursos e votações na Justiça. Na sexta-feira à noite, uma nova votação entre desembargadores liberou oficialmente o Maracanã para que o Vasco possa mandar seu jogo contra os argentinos no tradicional estádio carioca.
- No dia 28 de agosto, o Consórcio Fla-Flu recusou o primeiro pedido formal (sem envolvimento jurídico) do Vasco para atuar no estádio;
- No dia 1º (quinta-feira), o Vasco entrou com a primeira ação na Justiça para jogar no estádio
- No dia 2, a ação do clube foi suspensa pela 2ª Vara Cível da Capital porque já havia uma outra ação, movida de forma popular, para que o jogo fosse no Maracanã;
- Horas depois, o Vasco fez um recurso contra a suspensão argumentando que as duas eram independentes;
- No dia 5 (segunda-feira), a Justiça do Rio de Janeiro indeferiu o pedido de tutela de urgência do Vasco para obrigar a Fla-Flu a disponibilizar o Maracanã;
- Ainda no dia 5, o Ministério Público do Rio de Janeiro enviou um inquérito ao Consórcio Fla-Flu com uma recomendação para que a partida seja realizada no Maracanã;
- Na terça-feira, o Vasco ingressou com nova petição na Justiça e avisou à Conmebol que o jogo será disputado no Rio de Janeiro;
- Na quarta-feira, dia 6, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita indeferiu o pedido do Vasco de jogar no estádio;
- Na noite de quarta-feira, a PM fez um laudo afirmando que o Maracanã "constitui a opção mais adequada" para receber a partida;
- Sexta-feira, o Vasco entrou com novo recurso na Justiça em teor de urgência, argumentando que a decisão de terça-feira foi de caráter monocrático, já que fora julgado apenas por um desembargador. Um agravo interno passar por votação na Câmara;
- De noite, nova votação de desembargadores liberou o Maracanã para o Vasco.
- Corpo de Bombeiros deu parecer legal para aumentar o setor visitante e acomodar 4 mil torcedores do Boca Juniors, algo também exigido pela Conmebol;
- No dia 30, o Vasco teve reunião com Ferj e Polícia para apresentar um plano de segurança para mandar a partida em São Januário;
- Vasco teve parecer positivo da Prefeitura para a realização da partida no estádio já que as torcidas possuem relação de amizade;
- Bepe e PM não aprovaram a realização da partida em São Januário;
- Sem todos as autorizações dos órgãos cariocas, o Vasco não conseguiu argumentar com a Conmebol para abrir uma exceção.
Com informações do ge.
Mesmo com tudo isso, o jornalista e advogado José Américo trouxe na madrugada de sexta-feira (09) para sábado (10) que o consórdio Fla-Flu tentou reverter a liminar que permite o Vasco jogar no Maracanã.