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Mais declarações de Renato Gaúcho na coletiva após derrota

*Matéria em atualização

Mais declarações de Renato Gaúcho

Preocupa a falta de efetividade nas finalizações?
— É difícil para o treinador comentar numa situação dessa porque eu não estava aqui quando montaram o grupo. Agora, na parada da Copa, eu conversei com Pedrinho e diretoria, nós precisamos ser pontuais nesses jogadores, precisamos trazer jogadores com características diferentes dos jogadores que temos aqui. Para fortalecermos o grupo. Até lá, o torcedor tem que ter essa paciência. Sei que o torcedor está sofrendo há bastante tempo, mas não adianta nada massacrar e ofender porque esse grupo tem que ir até o meio do ano. Até lá torcida tem que fazer a parte dela, tem nos incentivado, mas nenhum torcedor gosta de ver o time perdendo. Torcedor tem que ter paciência. Não é só o Renato que pensa aqui dentro, são quatro, cinco cabeças que pensam. A gente sempre busca o melhor para o clube. Eu volto a fazer essa pergunta para o torcedor do Vasco: quer o mesmo time a cada três dias? Não vai chegar a lugar algum. Nem na Sul-Americana e muito menos no Brasileiro e na Copa do Brasil. Quando a gente opta por colocar força máxima no Brasileiro é porque o Brasileiro rebaixa, ele rebaixa. Tem que ficar muito atento ao Brasileiro, e nós estamos. E como falei: esperar até o meio do ano e buscar alguns jogadores que têm características diferentes, que vão chegar e vão nos ajudar.

Possível melhorar?
— A gente sempre pode esperar um pouco mais de cada, consequentemente a equipe pode melhorar. Essas contratações no meio do ano têm que ser pontuais, jogadores decisivos que cheguem e vão colocar camisa para jogar. São jogadores fundamentais em alguns setores, temos trocado ideias, para reforçar nosso grupo. E vencendo jogos e jogando bem sempre jogador pode dar um pouco mais. Todos eles. Lógico que pode melhorar, mas corremos contra o tempo, a cada três dias tem viagem e duas competições, fica difícil.

Adson
— Vocês estão vendo que eu estou dando oportunidade para todo mundo. Ninguém pode se queixar, talvez um tenha tido menos que outro, mas todos têm tido oportunidade. Daqui a pouco não vai para o jogo e vão perguntar: por que não põe fulano, sicrano? Treinador conhece jogador do dia a dia. Quando escala, sabe o que está fazendo. Oportunidade estão sendo dadas tanto no Brasileiro quanto na Sul-Americana. A prioridade é o Brasileiro, mas damos importância à Sul-Americana. O time de hoje, a maioria um mês atrás estava como titular. Não existe time reserva, temos um grupo, e as oportunidades estão sendo dadas. Jogador tem que se entregar, mostrar porque está no grupo do Vasco. Ontem falei na preleção: "Vocês estão num dos maiores clubes do Brasil, com uma das maiores torcidas, têm que dar resposta". Tenho cobrado bastante deles isso. Não quero ouvir vocês, a torcida gritando porque não põe fulano. Eles não têm que mostrar só para mim, mas para imprensa, torcida, diretoria... Cabe jogador entrar em campo e mostrar.

Como a derrota implica para sábado
— A gente faz o possível, a gente trabalha todo dia. Quando cheguei, começou os jogos a cada três dias. Agora começou a Sul-Americana, duas competições ao mesmo tempo, você não tem nem tempo de descansar os jogadores direito. A gente vive dentro de hotel, de aviões. Qual o tempo que sobra para a gente treinar? O mínimo de tempo. Então por isso que eu não viajei aquele dia para a Argentina, justamente para treinar o time, para ir melhorando aos pouquinhos. E acredito nós, aquela semana, aproveitamos bem porque fizemos uma boa partida contra o Remo, na minha opinião. Merecíamos ter vencido lá, inclusive, apesar da viagem longa. O grupo estava descansado, por isso que nós corremos bem num campo pesado. Hoje só não voltamos a jogar com o mesmo time para não perder ninguém. É muito simples, vocês querem que o time esteja correndo a 100 por hora, que o time esteja 100% taticamente, 100% tecnicamente, mentalmente... Não é assim, não, gente. Não é assim, não. Não vai ser da noite para o dia, não. Eu não fiz a pré-temporada com esse grupo, não. Eu entrei aqui no meio do furação, a cada três dias temos que dar uma resposta. Vocês também têm que pensar no lado bom. Eu sei que a gente precisa melhorar, não vou enganar ninguém. Mas, quando cheguei aqui, o Vasco era o último colocado. Hoje o Vasco está no meio da tabela sem ter tido tempo para treinar. Será que está tão ruim assim? Será? O torcedor quer ganhar, eu trabalho para fazer com que o time ganhe justamente para a gente dar alegria ao nosso torcedor. Agora, é sempre o treinador o culpado? Sempre? Aqui quando ganha ganha todo mundo, quando perde perde todo mundo.

— A gente trabalha para ter os melhores resultados. Se for ver no Brasileiro, por exemplo, eu disputei 21 pontos com esse grupo aqui, nós ganhamos 12. Mais de 50%. Então se começa o campeonato com o mínimo de 50%, nós estávamos lá em cima brigando por Libertadores. Não vai ser da noite para o dia, eu entendo o torcedor, me coloco no lugar deles, mas tem que ter paciência. Eu sei que é difícil, mas vai fazer o quê? Até o meio do ano, até a gente conseguir reforçar esse grupo, é assim, é sofrimento. Mas, volto a repetir: a prioridade do clube é o Campeonato Brasileiro. Até porque a Sul-Americana você joga até dezembro, para ser campeão para ter uma vaga na Libertadores. Já pensou o desgaste que você tem até dezembro disputando Brasileiro e uma Copa do Brasil? É por isso que tem que colocar na balança. A Sul-Americana não rebaixa ninguém. O Brasileiro rebaixa. Estamos ligadíssimos na Sul-Americana também. Mas a prioridade é o Brasileiro. E, pelo Brasileiro, temos um jogo difícil diante do São Paulo em São Januário e precisamos do nosso torcedor.

Expulsões
— Eu converso bastante com os jogadores, peço para terem calma, mas às vezes é difícil. Uma arbitragem como a de hoje, perde a cabeça. O JP expulso injustamente prejudicou o nosso time. A Conmebol vai multar o árbitro? Vocês não sabem, mas se o clube mexer uma formiguinha errada é multa. E hoje que fomos prejudicados? Vão fazer esse estardalhaço da mesma maneira que fizeram comigo quando não fui para a Argentina? Dois pesos e duas medidas. Eu converso bastante até sobre amarelo, para não tomarem, imagine o vermelho. Expulsão injusta do JP, a do Cuesta não sei porque ele foi expulso, se ofendeu o árbitro ou se era o último homem. Desde primeiro tempo fomos prejudicados, mas ninguém está dando desculpa da derrota. 11 contra 11 já é difícil, teve erro e expulsão. Se eu não viajo, a CONMEBOL, meu Deus do céu. Vamos ver o que vão fazer.

Base
A base viajou (jogo contra o Barracas) porque eu fiquei com eles (elenco) preparando o jogo contra o Remo. Sempre busco, treino contra os garotos da base. Mas não vai ser num momento delicado ter que passar responsabilidade para os garotos. Em outros clubes, já vi muitos entrando na hora errada, tendo responsabilidade e ficando queimados. Tem que soltar aos poucos nos momentos bons, e não passar responsabilidade para garotos de 18, 19 anos.

Daria para ter feito mais mesmo colocando um time misto hoje?
— Concordo plenamente. Poderíamos ter apresentado um futebol bem melhor, sem dúvida alguma e com todo respeito ao adversário. Foi essa cobrança que eu tive em cima deles agora no vestiário e o próprio presidente também, o Pedrinho cobrou deles. A gente cobra deles. Agora, por outro lado, aí o juiz expulsa um jogador injustamente. Bem ou mal, a gente poderia melhorar 11 contra 11. Com 10, saímos na frente. Já estávamos com certa dificuldade. Com um jogador a menos, as dificuldades aumentaram. Mas, no final, sempre vai ver o resultado. O Vasco perdeu, então está tudo errado. Não é assim. A gente entende, o torcedor tem sua razão, nós poderíamos ter jogado melhor, sim. Mas, com um jogador a menos, tivemos as dificuldades maiores. Importante é que, sei que o torcedor está chateado, mas a gente precisa do apoio deles no sábado em São Januário para somar pontos e subir mais na tabela.

Fonte: ge