Instituto faz pedido para investigação sobre negativa do Maracanã
O Instituto de Cooperação, Desenvolvimento Humano e Social (CODHES) acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (12) para que investigue a recusa do Maracanã em sediar o confronto entre Vasco e Boca Juniors, agendado para 20 de outubro pela semifinal da Copa Sul-Americana.
No documento, o instituto questiona a atuação dos presidentes de Flamengo e Fluminense e pede esclarecimentos sobre a decisão de uma desembargadora que estava no exterior.
O CODHES levanta dúvidas sobre o envolvimento direto do presidente do Flamengo na decisão, questionando se ele tinha autoridade legal ou contratual para impedir o uso do estádio. Além disso, solicita que o Ministério Público investigue possíveis influências da rivalidade esportiva na administração do Maracanã.
A responsabilidade dos dirigentes do Fluminense e da concessionária Fla-Flu Serviços S.A. também está sob escrutínio. O instituto exige análise dos contratos e das decisões internas relacionadas à negativa.
Outro ponto crítico é a suspensão da autorização para o jogo pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que estava na Holanda no momento. O CODHES quer detalhes sobre sua viagem institucional e se suas funções estavam em conformidade durante esse período.
Com mais de 45 mil ingressos já vendidos, o instituto destaca a necessidade de avaliar possíveis danos aos torcedores devido a gastos com passagens e hospedagens. A possibilidade de indenização por danos materiais e morais também é mencionada na apuração.
Preocupações com segurança pública são ressaltadas, pedindo ações preventivas contra possíveis conflitos entre torcedores diante da incerteza sobre o local da partida.
Caso as medidas necessárias não sejam tomadas, o CODHES não descarta uma ação coletiva ou mesmo levar a questão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, se houver violações atribuíveis ao Estado brasileiro. O próximo passo é a análise dos documentos pelo Ministério Público para determinar eventuais irregularidades e garantir uma solução segura para o evento esportivo.
As informações são do canal Atenção Vascaínos, publicadas no X.
Fonte: SuperVascoINSTITUTO PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE NEGATIVA DO MARACANÃ PARA VASCO X BOCA
Entidade aciona o Ministério Público e pede apuração da atuação dos presidentes de Flamengo e Fluminense, além de esclarecimentos sobre decisão de desembargadora no exterior.
O Instituto de Cooperação, Desenvolvimento Humano e Social (CODHES) apresentou, nesta segunda-feira (12), uma notícia de fato com pedido de providências urgentes ao Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando investigação sobre a negativa de utilização do Maracanã para Vasco x Boca Juniors, marcado para 20 de outubro, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
O documento, assinado pelo presidente da entidade, José Roberto da Costa Junior, levanta questionamentos sobre a atuação dos dirigentes envolvidos, os poderes da concessionária Fla-Flu Serviços S.A. e os possíveis prejuízos aos torcedores.Principais pontos do documento
1. Investigação sobre o presidente do Flamengo
O instituto solicita que o Ministério Público esclareça se o presidente do Flamengo participou diretamente da decisão de impedir a utilização do estádio e se possuía poderes legais e contratuais para isso.
A entidade também pede investigação sobre eventual interferência da rivalidade esportiva na administração de um equipamento público.
2. Responsabilidade do Fluminense e da concessionária
O documento solicita a identificação dos responsáveis pela negativa, incluindo dirigentes do Fluminense e administradores da Fla-Flu Serviços S.A., com análise dos contratos e das decisões internas.
3. Decisão da desembargadora no exterior
Outro ponto importante envolve a desembargadora Suely Lopes Magalhães, que, segundo informações jornalísticas citadas no documento, estava na Holanda quando suspendeu a autorização para realização da partida no Maracanã.
O CODHES pede esclarecimentos sobre a viagem institucional, eventual afastamento funcional e regularidade do exercício de suas atribuições naquele período.
4. Possível indenização aos torcedores
A entidade destaca os mais de 45 mil ingressos vendidos, conforme notícias mencionadas na manifestação, e solicita avaliação dos prejuízos com passagens, hospedagens e deslocamentos.
O instituto defende a possibilidade de reparação de danos materiais e eventual dano moral coletivo, desde que comprovados os requisitos legais.
5. Segurança pública e prevenção de conflitos
O pedido também solicita providências para evitar confrontos entre torcedores e riscos decorrentes da indefinição sobre o estádio.
6. Possibilidade de ação coletiva e denúncia internacional
Caso não sejam adotadas medidas suficientes, o instituto admite ajuizar uma ação coletiva para buscar reparações.
O documento também menciona a possibilidade de recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, caso sejam identificadas violações atribuíveis ao Estado brasileiro e preenchidos os requisitos legais.O que acontece agora?
O CODHES pede que o Ministério Público examine a documentação, identifique eventuais irregularidades e avalie medidas urgentes para proteger os torcedores e buscar uma solução segura para a partida.
