Política

Grupo Raízes Vascaínas emite nota sobre reprovação de contas de 2018

NOTA OFICIAL RAÍZES VASCAÍNAS

O grupo Raízes Vascaínas vem a público lamentar o resultado da última reunião do Conselho Deliberativo.
A análise técnica que deveria permear os pareceres do Conselho Fiscal e as decisões do Conselho Deliberativo deu lugar à velha politicagem barata e desmedida, na qual se prefere boicotar a situação ao invés de se pensar nos interesses do Club. Lembrando que o Raízes faz oposição à atual gestão da Diretoria Administrativa.
O parecer – não unânime – emitido pelo Conselho Fiscal, que deu base à infeliz reprovação das contas pelo Conselho Deliberativo, é preocupante no sentido de não confortar o vascaíno que um dos poderes técnicos do clube, que deveria agir de forma independente, se coloque a serviço de grupos políticos de oposição e transmita isso às votações do CD.

Não concordamos com as razões dadas para reprovação, nomeadamente por:
- as ressalvas de um balanço não indicarem que há ilegalidade, promiscuidade ou mesmo inexistência de determinados valores. A única indicação é da falta de evidências suficientes a um parecer concreto por parte da auditoria.
Além disso, reparem que os aproximadamente R$ 42 MM indicados nas ressalvas são resultado de uma ausência informacional construída ao longo do tempo, durante 20, 30 anos, nos quais esses valores foram sendo acumulados nos balanços aprovados pelo mesmo CD e indicam apenas que o Vasco, trilhando o caminho da reconstrução, urge por melhoras nos controles. De toda forma, as ressalvas estão claras, possibilitando ao leitor dos relatórios a sua interpretação. A correção ao longo do tempo é o caminho, não a reprovação das contas.
- o fato dos saldos iniciais de 2018 serem rejeitados por não serem os mesmos anteriormente aprovados no CD demonstra que a ambição política se sobrepõe mais uma vez a tecnicidade, uma vez que a BDO apurou os saldos de forma a melhorar as demonstrações financeiras do Club. Considerar os saldos do balanço inconsistente produzido pela gestão anterior é uma temeridade, além da própria irresponsabilidade desse relatório ter sido aprovado no passado.
- o Conselho Fiscal e o Conselho Deliberativo não conseguirem diferenciar superávit e fluxo de caixa passar uma péssima imagem para o mercado, de que os poderes supostamente responsáveis pela análise técnica do Club não tem capacidade de fazê-la.

Ressaltamos também que o clube tem altos custos na contratação de empresas de renome tanto para execução da sua contabilidade (Grand Thornton), como para sua auditoria (BDO), o que implica que reprovar as contas dessa maneira é inutilizar o trabalho e os recursos despendidos.
Neste momento de reconstrução do Club, a preocupação do Raízes e de todo vascaíno é que o clube seja guiado pela competência e tecnicidade e não por aspirações políticas, em qualquer dos poderes. A mensagem da reprovação das contas ao mercado é da falta desses atributos e acarreta em perda de credibilidade, principalmente junto ao mercado financeiro, o que aumenta a dificuldade na captação de receitas e por consequência, o futebol.

O Raízes segue preocupado e engajado com o presente e futuro, político e social do Vasco da Gama, onde não há espaço e tempo para rixas ou interesses pessoais que travem o desenvolvimento de nosso clube.

Raízes Vascaínas.

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Fonte: Facebook do grupo 'Raízes Vascaínas'