Política

Grupo Camisas Negras publica nota oficial: 'A carta aberta do presidente...'

A carta aberta do presidente Pedrinho e do CEO Carlos Amodeo, destinada aos torcedores do Vasco da Gama, expõe a necessidade de reestruturação financeira. Porém, apesar de louvável a aparente tentativa de dar transparência a situação do Vasco (CRVG e SAF), esta iniciativa explicita também graves falhas da atual gestão.

Neste sentido, endossamos o requerimento formulado por outros conselheiros, no sentido de que a Diretoria Administrativa
esclareça, perante o Conselho Deliberativo, a atual situação financeira do Vasco - as previsões de fluxo de caixa para o futuro próximo - e as perspectivas para a solução do litígio com o sócio majoritário.

Contudo, para que uma eventual reunião do CD que venha a ser convocada seja profícua, porém, a atual gestão precisa estar disposta a refletir sobre os seguintes aspectos:

1 - A Carta não apresenta quais as iniciativas buscadas para solucionar a grave situação financeira em que mais uma vez o Vasco se encontra, após os atuais gestores, que optaram por requerer em juízo a suspensão do contrato (e não apenas a suspensão dos direitos desse sócio, o que encontraria fundamento no art 6o da Lei da SAF) .

2 - A paixão e a lealdade da torcida são fatos notórios, porém a diretoria deveria se abrir mais para ouvir grupos e agentes políticos vascaínos. Especialmente em tempos difíceis, é a união de todos os vascaínos que sempre fez a diferença.

3 - Embora mencione um "futuro melhor e sustentável", falta detalhar um plano de ações para que este objetivo seja alcançado.

Em resumo, a carta aponta para a necessidade de mudança e para um caminho desafiador pela frente, mas carece de elementos que promovam maior confiança e engajamento dos torcedores, essenciais para qualquer reestruturação bem-sucedida.

Há que se demonstrar disponibilidade e interesse de trazer pra perto até mesmo os integrantes da oposição eleita e buscar avançar em termos de gestão e governança corporativa, buscando atrair mais profissionais de mercado (preferencialmente vascaínos) para ajudar nesta árdua construção.

Cientes de que não basta apontar dedos e procurar culpados, colocamo-nos à disposição para participar da solução.

Fonte: Instagram do grupo Camisas Negras