Fim da escala 6x1 deve impactar o futebol brasileiro; entenda
📅Os clubes de futebol do Brasil terão que se adaptar a uma nova regra que garante aos jogadores dois dias de descanso remunerado por semana.
A mudança, prevista para ocorrer dois meses após a publicação da Emenda Constitucional nº 141/2026, feita no dia 16 de outubro, exigirá ajustes nas rotinas de treinos, viagens e concentrações.
Especialistas apontam que essas alterações serão necessárias para atender à nova legislação, que não considera viagens e concentrações como tempo de folga. Isso significa que os atletas precisarão ser liberados completamente de suas obrigações por dois dias na semana.
O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já está em negociação para definir regras coletivas que atendam à emenda.
O presidente do sindicato, Rinaldo Martorelli, expressou preocupação com a tentativa dos clubes em disputar diversas competições utilizando os mesmos jogadores sem dar o descanso adequado.
A informação é do Lei em Campo, repercutida pelo perfil Planeta do Futebol no X.
🚨 IMPORTANTE | Fim da escala 6x1 exigirá mudanças no futebol brasileiro
Na avaliação de especialistas, jogadores terão direito a 2 dias de descanso remunerado por semana. Isso exigirá reorganizar treinos, viagens, concentrações e o uso dos elencos.
O novo descanso valerá 2 meses após a publicação da Emenda Constitucional nº 141/2026, feita em 16 de outubro.
Para os juristas, viagens e concentrações NÃO CONTAM COMO FOLGA: ficar sem treinar não basta se o atleta seguir cumprindo obrigações.
O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já negocia regras coletivas. Seu presidente, Rinaldo Martorelli, critica a tentativa dos clubes de disputar todas as competições com os mesmos atletas.
Entenda sobre o fim da escala 6x1
O Congresso Nacional oficializou, em 16 de outubro de 2026, a Emenda Constitucional 141/2026, que altera a jornada de trabalho no Brasil. A mudança, baseada na PEC 221/2019, extingue a escala 6x1 e adota o modelo 5x2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana.
A jornada semanal máxima também sofreu redução, passando de 44 para 40 horas. A nova regra é aplicável a trabalhadores regidos pela CLT, domésticos, comerciários, atletas e outras categorias. Importante destacar que não haverá diminuição salarial.
O cronograma de transição prevê duas etapas: a partir de 15 de dezembro de 2026, os trabalhadores terão direito a dois dias de folga semanal e uma jornada máxima de 42 horas. Em dezembro de 2027, o limite definitivo será implementado.
Horas extras permanecem permitidas dentro dos limites legais. Escalas como 12x36 podem continuar mediante acordo coletivo. As folgas não precisam ser nos fins de semana ou consecutivas.
Fonte: SuperVasco