Futebol

Ex-Vasco, Vegetti recebe críticas no Paraguai: 'Mostra muito baixo nível'

Pablo Vegetti chegou em Assunção há pouco mais de 60 dias cercado de expectativa. Aos 37 anos, mesmo com espaço menor no fim da passagem pelo Vasco, havia sido o artilheiro de um país que tem Arrascaeta, Kaio Jorge e reúne a nata do continente que não atua na Europa em 2025.

Com contrato de três anos no Cerro Porteño, o novo camisa 19 do time paraguaio sofre para se adaptar. Fez apenas um gol em 10 jogos – com 675 minutos em campo e em duas partidas na reserva.

O ge acompanhou o jogo do Cerro contra o Rubio Ñu. O time do bairro Saníssima Trindade - que homenageia os jovens que lutaram na Guerra do Paraguai, aqui chamada de “Guerra da Triplice Fronteira”, contra Brasil, Argentina e Uruguai – venceu por 2 a 0.

Depois da partida, o clube demitiu Jorge Bava, que apoiava Vegetti e dizia que “faltava gol a ele”, mas que o jogador se dedicava muito e sabia que precisava melhorar.

- Ele não está cumprindo com o que se esperava, na verdade. Creio que ele tem muita atitude, mas o que espero é a definição, os gols. Hoje teve três situações muito claras, mas não conseguiu marcar. E seguimos esperando quando vão chegar seus gols – disse o torcedor Sergio Gonzales, no fim de outra partida decepcionante do Pirata.

O estilo de jogo não mudou em nada. Na frente, muita luta, carrinhos para alcançar a bola, casquinhas para ganhar jogadas e muito falatório para tentar orientar e incentivar os companheiros.

Mas a resposta das arquibancadas não tem sido das melhores. Vegetti é cobrado pelo investimento alto que o Cerro fez – num elenco com 10 estrangeiros, Vegetti sentou no banco em duas oportunidades. O campeonato paraguaio permite apenas quatro estrangeiros por partida.

- Não está saindo nada. Há 10 jogos vem jogando e marcou apenas um gol. Muito pouco, muito pobre. Pode ser que o equipe não lhe ajude, mas do mesmo jeito, em técnica, mostra muito baixo nível – avaliou o “hincha” Aldo Martinez.
 

Foto: Reprodução/X/Cerro PorteñoVegetti
Vegetti

Fonte: ge