Diniz fala sobre bronca em Nuno e lembra feitos com os jogadores do elenco
🗯️Fernando Diniz falando sobre a cobrança ao português Nuno Moreira no jogo contra o Mirassol.
🎥 Vasco TV.
Fernando Diniz falando sobre a cobrança ao português Nuno Moreira no jogo contra o Mirassol.
— Plantão Vascaíno (@plantaovascain0) February 3, 2026
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Fonte: X Plantão Vascaíno
Fernando Diniz ouviu gritos de "bu***" vindos da torcida do Vasco nesta segunda-feira (2), em São Januário, após o empate em 0 a 0 contra o Madureira, na penúltima rodada do Campeonato Carioca.
Após a partida, em entrevista coletiva, o treinador disse entender o protesto dos torcedores.
“Tem que ganhar o jogo. A torcida está no direito de vaiar, tem que saber aceitar a crítica dela. Não tenho nada para falar da torcida do Vasco, que é fantástica. Vaiou merecidamente. Tínhamos que ganhar o jogo, produzir mais, ter inspiração", analisou.
Diniz também fez um forte desabafo após ser questionado sobre o episódio da bronca em Nuno Moreira. O treinador falou sobre a sua maneira de tratar os jogadores e afirmou que, se tivesse visto a câmera flagrando sua bronca, não teria feito daquela maneira.
“Eu tenho 16 anos de treinador. Joguei futebol para aprender a ser técnico, costumo a dizer isso. E sou um cara que me entrego completamente para ajudar os jogadores. Da minha parte, não tem falta de respeito. De maneira alguma. Tanto é que os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo. Até os que não trabalharam, os que eu ligo, têm vontade de trabalhar. A notícia corre entre os jogadores. Os jogadores melhoram, quase em sua maioria", disse.
"Depois eu vi o lance (da bronca). Se eu tivesse percebido a presença das câmeras, tivesse a esperteza de perceber aquilo, talvez eu não tivesse feito. Esse foi o meu erro, mas não das coisas que eu falei ou como trato. A cobrança que eu faço é um dos pilares de eu conseguir ajudar os jogadores. Eles sabem disso. É uma coisa amorosa. Muito diferente das pessoas que fazem a crítica, que não têm interesse nenhum em ajudar o jogador", completou.
Diniz cita diversos jogadores que, na sua visão, melhoraram sob o seu comando para responder a pergunta sobre respeito aos atletas.
"O que é respeitar o jogador? Vou usar um exemplo no Vasco. Já cobrei muitas vezes o Rayan de maneira enérgica. Quando ganha, não tem questionamento. O meu foco não é no resultado, é em fazer as coisas direito e ajudar os jogadores. O Rayan foi questionado e disse que sou igual um pai para ele. Quando ele saiu daqui, estive no casamento dele, a mãe e o pai me encontraram, a mãe chorando falou assim: ‘Você mudou a vida da nossa família’", disse.
"Eu não tenho receio de abordar o jogador. Eles sabem que é para o bem dele. É um papel difícil e não é para qualquer um [...] O meu temperamento é esse. Ele pode ajustar, melhorar, e, repito, se eu tivesse percebido a presença da câmera eu teria segurado. Internamente, minha amaneira de tratar o jogador é aquilo, com muita conversa. O meu interesse é no ambiente interno. A justiça é feita internamente”, completou.
“Respeito ao jogador eu tenho no nível máximo. Se fosse meu filho, eu cobraria como cobrei. Eu cobro eles como se fossem meus filhos. Por isso respondem bem. Se pegarmos os jogadores que vieram para cá, todos melhoraram. O Paulo Henrique foi para a seleção brasileira, Rayan foi vendido por quase 40 milhões de euros, Cuesta estava esquecido na Turquia, voltou para cá e voltou para a seleção, Gómez não jogava na França, Barros estava no Amazonas e virou titular no Vasco, Nuno fez 11 gols na temporada, Léo Jardim melhorou com os pés... todo mundo melhorou”, finalizou o treinador do Vasco.