Desde a saída de Fábio, em 2004, Vasco não teve mais goleiros de Seleção
Preocupação com quem envergava a camisa 1 debaixo da baliza, o torcedor vascaíno tinha orgulho de falar que nunca teve. Tinha.
Porque depois de uma safra maravilhosa de goleiros que serviram à Seleção Brasileira, o torcedor vascaíno nunca mais pôde ver no seu gol um goleiro que já vestira a camisa amarelinha. Por isso, as esperanças se renovam com Silvio Luiz, com passagens pela Seleção Pré-Olímpica em 2000.
A tradição de bons goleiros foi iniciada com Barbosa, arqueiro do Vasco na década de 40 e da Seleção Brasileira na Copa de 50. Anos mais tarde, nomes como Acácio, Carlos Germano, Hélton e Fábio tiveram o hábito de brilhar com a camisa vascaína e logo depois defender as cores brasileiras. Mas aí parou. Com a traumática saída de Fábio em 2004, o clube procura um goleiro e, desde então, oito jogadores foram titulares no gol da equipe. Alguns tiveram desempenhos pífios.
A última tentativa foi Cássio, que, após falhas decisivas no primeiro semestre, fez com que a diretoria procurasse um novo goleiro.
Do alto de seu 1,97 metro, Silvio Luiz brilhou durante anos no São Caetano e parou no Corinthians, onde não teve sucesso. De volta a um grande clube e com a confiança do novo técnico, Celso Roth, Silvio não demonstra medo em ter de honrar a boa tradição vascaína.
- Vou procurar dar seqüência a essa tradição com muito trabalho e dedicação nos jogos e treinamentos.
Sei que é uma responsabilidade muito grande, mas não vou fugir dela - garantiu o jogador.
Em sua última passagem pelo Azulão, Silvio foi reserva de Luís e não disputa uma partida oficial há quase sete meses. Mas nem mesmo isso parece abater o goleiro, que pretende ser inquestionável já a partir de domingo: - É uma grande oportunidade e vou trabalhar para tudo dar certo.
- SuperVasco