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Como o Vasco pretende disputar o Maraca, mesmo excluído por dupla de rivais

Na guerra de bastidores para jogar no Maracanã, o Vasco ganhou a batalha ao obter na Justiça o direito de mandar seu duelo contra o Sport, amanhã (3), pela Série B, no estádio. Porém, o conflito trouxe consequências, que prometem render novos capítulos à frente no tema mais importante: a próxima licitação do "Maior do Mundo".

Disposto a ser administrador em parceria com a 777 Partners - provável dona da futura SAF - o Cruz-Maltino viu sua já irrisória chance de fazer uma gestão conjunta com Flamengo e Fluminense praticamente se evaporar. Irritados com os últimos acontecimentos, os rivais se uniram e elaboraram um acordo para entrar na licitação juntos, excluindo o clube de São Januário.

Pelo lado do Vasco, tal posicionamento já era esperado, e a diretoria há alguns meses tem trabalhado com a possibilidade de ingressar na disputa de maneira solitária. Neste cenário, a estratégia adotada pelos dirigentes e a 777 é a de efetuar uma parceria com um "operador", nos moldes de como o Palmeiras fez com a empresa Allianz, que gere o Allianz Parque.

Assim, caso o Vasco se torne o novo administrador do Maracanã, o clube dividiria a agenda do estádio entre jogos do clube, shows, eventos e possíveis alugueis para os rivais. O Cruz-Maltino aposta na expertise da 777 Partners no ramo de entretenimento.

Pelo lado da empresa norte-americana, há também uma tentativa de convencer John Textor, dono da SAF do Botafogo, a virar parceiro do Vasco no estádio. Em entrevistas recentes, o empresário americano afirmou que não considera o Nilton Santos ideal para o Alvinegro. No entanto, a ideia inicial do executivo é construir uma arena para o clube de General Severiano. Vale salientar, no entanto, que as relações entre Josh Wander e Textor estão se estreitando, principalmente em questões envolvendo a Libra, a futura liga de futebol brasileiro.

Há ainda uma remota esperança de que, mais para frente, aconteça um entendimento com a dupla Fla-Flu, mas os dirigentes consideram a possibilidade remotíssima. Neste cenário hipotético, a ideia do Vasco seria a de mandar entre dez a 15 jogos por ano, do total de 70 que a licitação estipulará.

Apesar da grande expectativa, ainda não há um prazo para o lançamento do edital. Muitos acreditam que isso só acontecerá após a eleição estadual, ainda mais após toda a polêmica recentemente.

Enquanto isso, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tem sido "disputado" pelo trio. O Vasco já teve ao menos três reuniões com o político, e o Rubro-Negro e o Tricolor outras tantas.

A necessidade do Cruz-Maltino ter o Maracanã como o opção se tornou evidente na disputa da Série B deste ano, onde São Januário tem ficado "pequeno" para a torcida e seus mais de 60 mil sócios.

Fonte: UOL Esportes