Atacante venezuelano teria sido oferecido; Vasco descarta negociação
O Vasco decidiu não avançar nas negociações pelo atacante venezuelano Salomón Rondón, atualmente no Pachuca, do México. Apesar do nome ter sido apresentado ao diretor esportivo Admar Lopes por empresários com forte atuação nos mercados sul-americano e europeu, o clube carioca optou por não dar continuidade às tratativas.
A decisão foi respaldada pelo técnico Pedro Emanuel e pela comissão técnica, que consideraram que o elenco já possui um jogador com características semelhantes: Cláudio Spinelli. Além disso, o alto custo de Rondón pesou na escolha. O atacante tem um dos salários mais altos entre os jogadores do futebol mexicano, cerca de US$ 2,8 milhões anuais (aproximadamente R$ 14 milhões), valor fora da política financeira adotada pelo Vasco nesta janela de transferências.
Com contrato até dezembro de 2027 no Pachuca, o salário mensal do venezuelano gira em torno de US$ 233,3 mil (R$ 1,1 milhão), inviabilizando qualquer negociação sob a perspectiva vascaína. A diretoria não chegou a abrir diálogo com o clube mexicano ou representantes do jogador.
Em vez disso, o Vasco concentrou seus esforços na contratação de Facundo Colidio, ex-River Plate. O argentino de 26 anos foi aprovado tanto por Admar Lopes quanto pela comissão técnica e deve se encaixar melhor no modelo de jogo desejado por Pedro Emanuel.
Com informações do RTI.
Principais características
Força no pivô e retenção de bola: Com porte físico imponente (1,86 m de altura), Rondón é especialista em jogar de costas para a baliza. Ele recebe bolas longas ou tiro de meta, segura a marcação dos zagueiros e serve companheiros que chegam de trás.
Presença no jogo aéreo: É um dos seus grandes trunfos. Possui excelente tempo de bola e impulsão, tornando-se uma arma constante em cruzamentos, escanteios e jogadas de bola parada (tanto no ataque quanto na defesa).
Movimentação sem bola: Sabe arrastar marcadores para criar espaços de infiltração para pontas e meias, demonstrando boa inteligência tática no último terço.
Finalizador de grande área: Atua predominantemente centralizado. Destaca-se por finalizações de primeira e bom aproveitamento em chutes de pé direito e cabeceios.