Vasco vai abrir concorrência por potencial construtivo de São Januário

A partir desta sexta-feira, a SOD Capital não possui mais a preferência e exclusividade de compra do potencial de construtivo de São Januário. O Vasco vai abrir concorrência para receber propostas de novas empresas pela venda, que tem valores estimados em mais de R$ 500 milhões.

A diretoria fechou um contrato de exclusividade com a SOD Capital, que tinha o interesse em adquirir o potencial construtivo para utilizar em terrenos na Barra da Tijuca, no meio do ano passado. Desde então, a seguradora teve três prazos estendidos para fazê-lo e não houve a oficialização.

Na última semana, o presidente Pedrinho se reuniu com Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, políticos e representantes de outras empresas e seguradoras para já apresentar o projeto do potencial construtivo de São Januário.

O movimento já previa que a SOD não exerceria o direito contratual. Agora, o Vasco abrirá nova concorrência para receber propostas de outras companhias.

É de interesse da prefeitura do Rio de Janeiro a questão de São Januário porque as obras estão atrasadas. Na teoria, o estádio deveria estar iniciando a revitalização no começo de 2026 para a reinauguração no ano que vem. Como envolve um local de interesse público e o potencial construtivo para ser utilizado em outra área da cidade, Eduardo Paes apareceu na questão para ajudar o Vasco.

O início das obras depende totalmente da venda do potencial construtivo. Enquanto não andar, o projeto não sairá do papel. A diretoria chegou até a fechar um acordo com o Botafogo para jogar no Estádio Nilton Santos durante as obras em São Januário, mas não há previsão para tal.

O clube trabalha, neste momento, com um orçamento de R$ 800 milhões para que a revitalização de São Januário seja sustentável. O valor não é definitivo, mas representa uma nova estimativa: no início do projeto, o custo previsto era de R$ 500 milhões.

O aumento se deve, segundo apuração do ge, à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há bastante tempo. A principal fonte de receita projetada para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras formas de captação não estejam descartadas.

Fonte: ge

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