Vasco contratou Hinestroza por quase 40% a menos do que o esperado

Há sete meses, Fluminense e Botafogo tentavam a contratação de Marino Hinestroza, destaque do Atlético Nacional-COL. Os colombianos pediam cerca de 8 milhões de dólares (R$ 44,3 milhões) pelo jogador, um dos mais cobiçados do mercado sul-americano. Uma janela de transferências depois, e o Vasco, que observava "de longe", fechou a contratação do meia-atacante colombiano por um valor quase 40% menor, de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 26 milhões). O timing perfeito do cruz-maltino e o perdido pelo clube de Medellín explicam o sucesso na negociação.

Hinestroza, de 23 anos, é aguardado no Rio de Janeiro ainda no final de semana para realizar exames e ser anunciado oficialmente.

Um dos grandes destaques da Libertadores de 2025, o colombiano virou a esperança do Atlético Nacional de fazer uma negociação de grande porte. Todas às vezes em que era consultado, o clube fazia pedidas altas. Havia expectativa até de venda para o futebol europeu.

Só que as propostas nunca chegaram ao esperado pelos colombianos. E as chances baixaram ainda mais após o “apagão” de uma das principais ferramentas de scout utilizadas por clubes da Europa e do mundo na Colômbia, em meio a um conflito por direitos de imagem do campeonato local no segundo semestre. Segundo a imprensa colombiana, as transferências de jogadores da liga para o exterior despencaram 63%. A situação foi solucionada no início deste ano.

Por outro lado, mesmo com a perda do timing ideal para a venda, o Atlético Nacional conseguiu aumentar sua porcentagem nos direitos econômicos que tinha do jogador. Entre dezembro e janeiro, se acertou com o Columbus Crew-EUA, que tinha 50% dos direitos, e os adquiriu para integralizar os 100%. Com isso, ficou mais flexível no mercado, uma vez que tenderia a receber mais em uma eventual negociação. O Boca Juniors, que mantinha contato desde o fim do ano passado, foi um dos primeiros a perceber a oportunidade.

As tratativas entre colombianos e argentinos foram longas, e a proposta acabou sendo muito parecida com a do Vasco em termos de valor de transferência. A ida ao Boca também interessava ao jogador. Mas foi nesse espaço de tempo antes da finalização do negócio que o cruz-maltino agiu para dar o “chapéu” nos argentinos.

A proposta do Vasco envolveu a manutenção de 20% dos direitos econômicos com os colombianos, condição que não estava prevista na negociação com o Boca. Essa opção e a proposta salarial mais alta do cruz-maltino ajudaram a sacramentar a troca de destino.

Na quarta-feira, após a derrota para o Flamengo, o técnico do Vasco, Fernando Diniz, projetou a chegada do colombiano. O treinador era um dos maiores entusiastas da contratação e participou ativamente das conversas com o atleta.

— O Hinestroza é um jogador com características um pouco parecidas com as do Andrés Gómez. Rápido, com bastante energia física, com boa técnica, que esteve aqui na base do Palmeiras por dois anos. No ano passado, o acompanhamos com mais intensidade no Atlético Nacional; acabou caindo na chave do Internacional (na Libertadores). Na janela do meio do ano, já tínhamos tentado o Hinestroza. É um jogador que tem tudo para vir e nos ajudar — disse.

Hinestroza tem passagens por América de Cali-COL, Palmeiras (sub-20), Pachuca-MEX, Columbus Crew-EUA e Atlético Nacional. Pelo último, soma 84 jogos (74 como titular), com 11 gols e 12 assistências. Pela seleção da Colômbia, fez duas partidas pelas Eliminatórias da Copa de 2026, no ano passado. Na Libertadores citada por Diniz, terminou como maior driblador, com 24 dribles completos.

Fonte: Agência O Globo

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